Apesar de ter reconhecido o excelente andamento de Ott Tanak, e de ter deixado palavras de incentivo para o piloto estónio (ver aqui), Andreas Mikkelsen considera esta sua vitória no Mundial de Ralis mais satisfatória do que o triunfo inaugural, registado o ano passado, em Espanha, por ocasião do Rali da Catalunha.
Ambos surgiram de forma dramática, em 2015 quando Sébastien Ogier desistiu do rali na última especial, a Power Stage, e agora quando Tanak, que liderava a prova há dois dias, furou na penúltima classificativa. Mas Mikkelsen considera que o Rali da Polónia foi o melhor da sua carreira depois de manter a pressão em Tanak ao longo de dois dias.
“Sinto de muitas formas que merecia esta vitória porque andei realmente depressa durante todo o fim de semana. Cometi um pequeno erro no sábado, mas apenas isso. Fiz provavelmente o melhor rali da minha carreira e sinto que o triunfo é merecido”, afirmou ao wrc.com.
“A minha primeira vitória foi algo fortuita, mas considero que desta vez conduzi muito bem, de forma inteligente, para manter a pressão no Ott, de modo a que ele tivesse que conduzir depressa por cima das pedras.”
Tanak foi um dos pilotos que caiu nas armadilhas da penúltima especial, repleta de água e de pedras, acabando por furar o pneu da frente do lado direito do seu Ford Fiesta RS WRC, perdendo com isso a sua liderança de quase 20 segundos.
“Esse troço é talvez o mais difícil que alguma vez fiz e também tive que conduzir muito depressa nele. Sabia que ia ser difícil, portanto se conseguíssemos ser velozes e colocar a pressão no Ott de modo a que ele tivesse que guiar depressa nessas condições tudo podia acontecer, em particular com a chuva de pedras que surgiu na estrada”, concluiu o norueguês.









