É verdade que a Renault F1 está abaixo das expetativas que o seu nome deixa antever, e o embaixador da marca, Alain Prost, revelou que a Renault pode estar com dificuldades para manter a motivação dos seus colaboradores, face aos resultados que tem conseguido em pista.
Recorde-se no entanto que a Renault comprou a Lotus no final de 2015, numa decisão tardia de Carlos Goshn, que levou a que o processo de construção e desenvolvimento do carro tenha ficado vários meses atrás das restantes equipas, e na F1 a esse nível não há milagres, nem mesmo que os franceses tivessem do seu lado os melhores projetistas e engenheiros, porque simplesmente não havia tempo para fazer muito melhor, e o que se está a ver em pista é consequência disso mesmo.
Recorde-se que Kevin Magnussen e Jolyon Palmer ocuparam a derradeira linha da grelha de partida na corrida do Azerbaijão, e até aqui a Renault só somou seis pontos, o que lhes dá o nono lugar entre onze equipas no Mundial de Construtores: “É muito difícil especialmente pela decisão tardia de comprar Lotus. Confesso que esperava mais, mas não muito, e para mim o principal problema é manter as pessoas motivadas para ter o melhor carro possível em 2017, e se melhorassem três ou quatro décimas de segundo a diferença em pista não seria enorme” disse Alain Prost, que de fora vai deixando sinais do que faria se fosse ele a liderar a equipa, como chegou a ser cogitado: “Continuar a trabalhar neste carro de 2016 ou passar para o de 2017? É uma decisão complicada de tomar. Não é tão evidente quando estás tão abaixo, é bem mais fácil quando se está a meio do pelotão”, disse Prost, deixando o aviso do que pode significar para a equipa permanecer a partir daqui na mesma zona de competitividade que mostrou em Baku…









