Realiza-se no próximo fim de semana a sétima prova do Mundial de Fórmula 1, o GP do Canadá, evento com diversos pontos de interesse. Depois de um início de temporada marcado por quatro vitórias consecutivas de Nico Rosberg, nas duas últimas corridas tudo mudou, com a estreia vitoriosa de Max Verstappen em Espanha e o regresso aos triunfos de Lewis Hamilton, no Mónaco.
Só que em todas as corridas tem havido razões para pensar que o domínio da Mercedes pode ser contestado a qualquer momento, as duas últimas corridas são um perfeito exemplo, pois a Red Bull esteve muito perto do triunfo também no Mónaco e só um grave erro nas boxes o impediu. Mas também nas primeiras corridas houve diversos exemplos que podem deixar perceber que a vantagem da Mercedes é um pouco menor este ano. Na Austrália a Ferrari esteve perto de vencer, no Bahrain, Vettel nem partiu, deixando os Mercedes ‘sozinhos’, pois Raikonen não chegou, e os exemplos que pode ser dados são bem mais…
Agora é a vez do Canadá evento em que existe a forte ameaça da Red Bull ao poderio da Mercedes. Já é claro que a Red Bull passou a estar na luta pelas vitórias, ainda mais depois do novo motor Renault chegar. Para além disso, a Pirelli vai disponibilizar no Canadá pneus macios, super macios e ultra macios, o que se adequam bem aos Red Bull… desde que a equipa não se esqueça deles no fundo das boxes…
Os azares de Lewis Hamilton permitiram a Rosberg destacar-se no Mundial, mas o Mónaco pode ter sido ponto de viragem. Quanto à Ferrari, tem sido uma deceção a sua prestação, mas o potencial está lá e a verdade é que a Scuderia tem tido muitos azares, especialmente com a fiabilidade. Se tudo estiver a funcionar a 100 por cento, há que contar com a equipa para a luta pelos lugares da frente. O que se viu na Austrália não é ‘mentira’ mas os traçados não são todos iguais….
Por outro lado o GP do Canadá marca uma fase em que diversas equipas fazem alterações significativas nos seus monolugares. É o caso da Renault, da Ferrari e da Williams. No caso dos franceses, o novo motor, o mesmo sucedendo na Ferrari, com o novo turbo, que causava falhas que afetavam o funcionamento do MGU-H. Recorde-se que os italianos tiveram que passar a rodar com menos potência, e isso tinha relação direta com o MGU-H, que recupera a energia dos gases de escape transformando-a em energia elétrica, e depende do funcionamento do turbo. Com este a funcionar abaixo das suas potencialidades devido à fiabilidade, a relação com o cronómetro é direta….
Na Williams, depois de passar pelo seu GP habitualmente mais complicado, o Mónaco, vai ter uma nova aerodinâmica em Montreal, pista rápida que se adapta bem ao FW38. No caso da McLaren-Honda, os japoneses não estão certos que as evoluções testadas em banco de ensaio já estejam em condições de ir para a pista e por isso vão ponderar melhor se vale a pena. Portanto, há muitos e bons motivos para acompanhar a sétima prova do Mundial de F1, que este fim de semana tem horários diferentes do habitual Os treinos livres de sexta feita são às 15h00 e 19h00 horas de Portugal continental, no sábado o terceiro treino livre é às 15h00 a qualificação às 18h00 e por fim a corrida de domingo realiza-se às 19h00.











