Ricardo Moura fez história ao vencer pela primeira vez o Rali dos Açores, agora Azores Airlines Rallye. O piloto açoriano ganhou ‘asas’ e voou na Tronqueira, batendo Alexey Lukyanuk por 5.3s terminando o rali com 26.8s de avanço para o russo.
Kajetan Kajetanowicz (Ford Fiesta R5) foi terceiro e minimizou as perdas no Europeu de Ralis, pois Lukyanuk ficou ‘apenas’ na posição imediatamente à sua frente.
Na competição nacional, Ricardo Moura vence, claro, 5:44 na frente de Pedro Meireles, com José Pedro Fontes na terceira posição. Ricardo Teodósio foi quarto na frente de Miguel Barbosa.
Grande rali realizaram Ricardo Moura e António Costa. Tiveram a sorte de ver os seus principais adversários terem problemas mecânicos que os atrasou, mas quando foi preciso puxar dos galões, o piloto açoriano deu tudo o que tinha e bateu Alexey Lukyanuk, um fabuloso piloto, o melhor dos russos que vemos em algum tempo. Moura teve azar em Fafe, num rali que estava na luta pela vitória até que um problema mecânico o deixou fora de prova, não foi a castelo Branco, mas venceu convincentemente nos Açores onde o triunfo seria normal, mas não pelos números exibidos. Isto provou que Moura não olhou muito para o CNR, preferiu lutar pelos lugares do pódio, mas quando o CNR ficou resolvido (salvo algum imponderável, claro), nunca deixou de lutar na frente mantendo-se sempre a uma distância em que poderia aproveitar algum erro ou problema mecânico dos adversários. Foi exatamente o que aconteceu.
Também o popular ‘Kajto’ Kajetanowicz fez um bom rali, mas o russo está neste momento num nível que o polaco já tem alguma dificuldade em acompanhar, pois Alexey Lukyanuk demorou a sair do eixo Rússia-Estónia, para correr no ‘estrangeiro’, mas o que tem vindo a fazer mostra que pode ir mais longe. Só que já não é muito novo. Tem 36 anos. David Botka foi quarto na frente de Jaroslav Orsák com Pedro Meireles a terminar numa bela posição tendo em conta o campeonato português, já que na prática, e se Moura não disputar muitas mais provas (pelo menos à Madeira parece que vai), somou bons pontos. Luis Rego , agora com o seu novo Ford Fiesta R5 foi sétimo e segundo no Regional dos Açores. Quanto a José Pedro Fontes não teve um rali nada feliz, cheio de problemas mecânicos no seu DS3 R5, e cometeu alguns erros.
Quanto a Ricardo Teodósio, não sabemos se não tem carro ou já não anda o mesmo, mas a verdade é que não consegue chegar muito mais à frente. Miguel Barbosa esta em clara evolução nos ralis, o mesmo se pode dizer do rápido Carlos Vieira, que como ‘rookies’ nos Açores, saíram-se mesmo muito bem. Grande prestação de Rúben Rodrigues com o melhor do Grupo N nacional e o terceiro classificado na prova do campeonato açoriano.
Manuel Castro passou mais uma etapa na adaptação ao Skoda fabia S200, mas ainda não o guia como fazia com o Mitsubbishi. Grande Diogo Gago, grande prova, mostrando que era no Europeu que devia estar pois na competição das duas rodas motrizes nacionais, simplesmente não tem adversários e já mais nada pode aprender, só somar vitórias, mas essas são fáceis demais dentro de portas. Neste rali é que se viu com quem tem Gago que andar a lutar. E não só nos Açores. Chris Ingram foi um digno derrotado, e Marjan Griebel foi pressionado até cometer um erro. Qualquer um dos três se tivesse ganho nos Açores teria sido merecido, mas se noutros ralis os pilotos da Opel bateram Diogo Gago, desta feita foi a vez do português chegar e sobrar para eles. Joaquim Alves fez uma boa prova com o Ford fiesta R5, ainda que com um despiste pelo meio.
Notas finais para Ralfs Sirmacis que abandonou com a direção partida quando era quarto e já tinha tirado o pé na luta com Ricardo Moura pelo pódio, depois de perceber que em condições normais ainda é muito ‘verde’ para se bater com Moura. S. Miguel não é a Acrópole. É bem mais difícil. João Barros bateu forte com o Fiesta R5, mas enquanto andou, fê-lo bem e depois do triunfo em Castelo Branco, vai voltar à carga no Rali do Centro, onde pode vencer novamente. Fernando Peres teve um rali complicado, andou muito bem no início, mas quando cometeu um, erro e apanhou uma especial com nevoeiro a mais, passou a andar muito menos, acabando por desistir a na penúltima especial. Inglório e imerecido. Diogo Salvi teve problemas no carro nos dois dias, desistindo definitivamente na PE14. Carlos Martins também ficou pelo caminho perto do fim.
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