A vida não tem estado fácil para os lados da Ferrari, e se o sinal dado no GP da Austrália face à Mercedes, deixou toda a gente de água na boca quanto à capacidade da Scuderia de bater o pé aos alemães, daí para a frente, várias situações impediram os italianos de confirmar o seu potencial, e no Mónaco atingiu-se um ponto muito baixo, com Vettel a criticar a equipa, pois não teve carro para mais na qualificação. Em Espanha a Ferrari foi batida pela Red Bull, e no Principado, até a Force India, através de Sergio Pérez, fez melhor trabalho. É óbvio que têm havido problemas em diversas provas mas a derrota em Espanha face à Red Bull sem a Mercedes em pista e agora no Mónaco deixou marcas na Scuderia.
No GP da Austrália, a Ferrari podia ter ganho. Sebastien Vettel terminou no pódio uma corrida que liderou muito tempo, e na altura ficou a certeza que a Ferrari tinha argumentos para dar mais luta à Mercedes este ano É verdade que o resultado foi o mesmo tantas vezes visto nos últimos dois anos, mas ao olharmos para a corrida e centrando-nos apenas no andamento puro de cada piloto ficámos a perceber que a Ferrari tinha andamento para a Mercedes.
Já no GP do Bahrein, a Ferrari saiu do Bahrein com um sabor agridoce na boca, fruto do bom segundo lugar de Raikkonen, mas desiludida pelo abandono de Vettel na volta de aquecimento devido a um problema com o motor do SF16-H do alemão. Na China, a Ferrari ‘anulou-se’, com os dois homens da Ferrari a colidirem na primeira curva. Sendo verdade que isso não acabou com as suas corridas, condicionou-as.
No GP da Rússia, mais uma vez, Sebastian Vettel teve problemas nos primeiros momentos da corrida. Na China ainda deu para continuar, fazer uma boa corrida e chegar em segundo, mas desta feita Daniil Kvyat ‘certificou-se’ que o alemão da Ferrari não passava mesmo dali, e acertou-lhe duas vezes na traseira do monolugar. Por isso, teve que ser Kimi Raikkonen a assegurar o 700º pódio da história da Ferrari na F1, ainda que não no lugar que a equipa pretendia:
Por fim, o GP de Espanha, prova em que a Ferrari perdeu uma grande oportunidade de vencer, mas não o conseguiu. Não só não ganhou, como falhou quando não tinha em pista a Mercedes a ‘incomodar’ E as razões para que isso sucedesse foram duas. Em primeiro lugar a pobre qualificação dos dois homens da equipa, com Kimi Raikkonen a partir de quinto e Sebastian Vettel, sexto. Depois, durante a corrida, a estratégia tramou novamente os italianos, já que tendo feito bem em apostar em táticas distintas para os seus pilotos, ‘cobrindo’ dessa forma as possibilidades que se abriam a esse nível, a verdade é que a Ferrari ganhou num dos casos, Vettel face a Ricciardo, mas perdeu a luta mais importante, a que opôs Verstappen a Raikkonen.
Por tudo isto, está aberta uma mini ‘crise’ na Ferrari, que se resolve facilmente se, finalmente, a equipa conseguir juntar as peças todas do puzzle. Tudo correndo normalmente, a Scuderia tem capacidade para vencer, tal como já provou na Austrália e a espaços num ou noutro Grande Prémio. Só que não lhe podem continuar a acontecer ‘coisas’ que lhe abanam o equilíbrio como equipa. Num ano em que se pensava ser a Ferrari que ia dar luta à Mercedes, o que se tem visto é uma Red Bull, que se não tem cometido a ‘burrada’ do Mónaco, já levaria dois Grandes Prémios ganhos…











