Depois de um início de temporada brilhante, que levou até a declarações muito otimistas de que o objetivo passava a ser pontuar em todas as provas do ano, Gunther Steiner veio agora classificar o desempenho da Haas F1 Team no GP da China como um “confronto com a realidade” após a sua equipa ter ficado ‘em branco’.
Se o mexicano Esteban Gutierrez cruzou a linha da meta no 14º posto, naquele que foi a primeira vez que terminou uma prova em 2016, Romain Grosjean, uma das revelações da temporada depois de um sexto e quinto lugares nas duas primeiras corridas, acabou por não ir além do 19º posto em Xangai, embora seja justo referir que a sua corrida foi condicionada pelo toque, logo na primeira volta, com o Sauber do sueco Marcus Ericsson.
Ainda assim, os dois carros cruzaram a linha da meta pela primeira vez na sua curta história, e a equipa retém assim o quinto lugar do campeonato dos construtores.
“É um confronto com a realidade, mas penso que um até bastante positivo”, afirmou Steiner. “Agora sabemos onde nos encontramos. É como sempre dissemos: vamos estar nesta área, na décima posição, porque sem o problema no carro do Romain estaríamos perto dos McLaren. É a realidade mas é bom para nós porque terminámos com os dois carros, o que é também correr com os dois carros, porque antes tivemos o luxo de ter a equipa inteira ao serviço de apenas um.”
O alemão acrescentou: “Agora precisamos de nos habituar a correr com os dois carros e isso acabou também por ser um desafio com muitas mudanças de pneus, não queríamos cometer erros nas paragens nas boxes”.
Steiner disse também que o progresso de Gutierrez foi interrompido porque o mexicano não conseguia abrir o DRS. Já Grosjean, que celebrou o seu 30º aniversário no domingo da corrida, descreveu a sua prova como ‘terrível’ e afirmou que o resultado trouxe a equipa ‘de volta à terra’. O francês mostrou-se, no entanto, positivo: “Normalmente é nas situações mais difíceis que se aprende. No domingo, descemos à terra, mas a Fórmula 1 é um mundo complicado e existem muitas coisas a acontecer ao mesmo tempo. Desde a sexta de manhã que não estava satisfeito com o meu carro. Precisamos de analisar porquê. Tentámos algumas coisas, mas obviamente nunca conseguimos ter o carro como queríamos. Vai ser interessante perceber qual a diferença em relação ao Bahrain, o motivo para o desempenho ter caído.”
O antigo piloto da Lotus e da Renault deixou depois algumas dicas sobre o que é necessário melhorar: “A troca da asa da frente não foi rápida o suficiente, a degradação dos pneus da frente foi má, existem muitas coisas que conseguimos compreender. Mesmo que a corrida tenha sido uma desgraça, por outro lado vai ser muito positivo analisar tudo o que aconteceu desde sexta-feira de manhã até ao final da corrida”, concluiu, em declarações recolhidas pelo motorsport.com.











