Tendo por base o entusiasmante início de temporada de 2016, Toto Wolff acredita que é um erro querer alterar as regras da Fórmula 1 a partir do próximo ano.
O patrão da Mercedes diz que o equilíbrio da performance neste terceiro ano sobre a introdução das unidades motrizes híbridas, aliada à flexibilidade das decisões estratégicas, resultou em batalhas muito interessantes nas três primeiras provas do ano, e que o progresso efetuado tanto na potência, como na carga aerodinâmica, resultou em carros mais rápidos ao longo de uma volta.
Para Wolff, “não há nada que as novas regras venham trazer ao desporto. Deveríamos deixar tudo como está. Talvez falando contra nós, porque claramente não temos a vantagem que tivemos o ano passado, acredito que as corridas estão a ser muito disputadas e que serão ainda mais interessantes se deixarmos as regras quietas”.
Wolff acredita que uma nova abordagem em 2017 irá simplesmente garantir que as equipas com maior músculo financeiro tornar-se-ão novamente na força dominante: “Mesmo que seja desconfortável para o detentor dos direitos comerciais [Bernie Ecclestone] que tenhamos levado para casa os últimos dois campeonatos e a maioria dos triunfos nas provas, quanto mais estável for o regulamento maior performance será distribuída entre todos. É exatamente isso o que está a acontecer agora. Os motores estão a convergir. As equipas estão a convergir. Os avanços que estamos a obter são menores à medida que a curva vai diminuindo, e os outros começam a dar grandes passos. Portanto penso que temos aqui uma situação ideal com grandes corridas”, referiu.
O dirigente alemão diz assim que para o ano tudo irá começar de novo: “Vamos mudar as regras e alguém – ou nós – irá ‘fugir’ novamente com o campeonato à conta dessa mudança, iniciando-se novamente um ciclo de domínio. Terás mais carga aerodinâmica da qual não te darás conta no tempo por volta e menos ultrapassagens porque a carga é muito mais extrema”, concluiu.











