O circuito de Mugello pode bem vir a ser o próximo palco do Grande Prémio de Itália de Fórmula 1. O circuito, propriedade da Ferrari, recebeu agora a homologação máxima — Grau 1 — da FIA e assume-se assim como uma alternativa ao traçado de Monza, que tem o seu futuro bastante incerto como destino da modalidade nos próximos anos.
A realização do Grande Prémio de Itália de Fórmula 1 em Monza pode estar em risco (mas não a corrida deste ano) porque Bernie Ecclestone pretende ver feitas obras de melhoramento da pista e percebeu, numa reunião com os responsáveis do traçado italiano, que isso poderá ser complicado.
Angelo Sticchi Damiani, presidente do Automóvel Clube de Itália e Ivan Capelli, presidente Automóvel clube de Milão, estavam descansados relativamente ao acordo monetário – qualquer coisa à volta dos 18 milhões de euros – mas Bernie Ecclestone mostrou muitas reservas quanto à gestão da pista de Monza, nomeadamente quanto à sua capacidade de assegurar o dinheiro necessário para as obras. Ecclestone não quer assinar um contrato sem garantia de melhoramentos no circuito. Contudo, Angelo Sticchi Damiani, presidente do Automóvel Clube de Itália, não está disposto a perder o Grande Prémio, pelo que Imola ou Mugello passam de imediato a ser hipóteses.
Os dois circuitos têm realidades bem distintas no que à Fórmula 1 diz respeito. Monza recebe a Fórmula 1 desde 1950, à exceção do ano de 1980, que foi em Imola, ao passo que Mugello nunca recebeu uma corrida de Fórmula 1. O traçado de Mugello tem 5.245 km, 15 curvas e a maior reta, 1.141 metros. O circuito, que recebe o MotoGP desde 1991, tem capacidade para 50 mil pessoas.












