Em 1982, a Ferrari não limitava o seu domínio às pistas, estendia-o… aos ralis! Pelo menos em duas provas do Mundial, Córsega e Sanremo, o 308 GTB mostrou a sua rapidez nos troços de asfalto, mesmo se, quer em França, quer em Itália, o carro italiano nunca logrou chegar à vitória.
Com 315 cavalos de potência para 1000 kg de peso, o carro de Jean-Claude Andruet foi o primeiro a brilhar, na Córsega, no mesmo rali onde o Lancia Rally teve a sua primeira prova de fogo (vencendo o Grupo B e terminando em nono pelas mãos de Markku Alen). O francês dominou os acontecimentos até à sexta classificativa, altura em que perdeu o comando para o Renault 5 Turbo de Jean Ragnotti. Mas as coisas complicaram-se verdadeiramente na segunda etapa quando o Ferrari assistido pela Michelotto foi obrigado a rodar com pneus slick durante um troço totalmente molhado, atrasando Andruet cerca de três minutos e retirando-lhe qualquer hipótese de discutir com o popular ‘Jeannot’, a vitória final. Ainda assim, nessa prova, o 308 GTB venceu 10 dos 27 troços e um segundo carro, entregue a Guy Chasseuil e que acabaria por desistir por avaria da bomba de gasolina, ainda registou um segundo tempo.
Oito meses depois, o 308 GTB patrocinado pela Panasonic e Beneton, guiado pelo italiano Tonino Tonagna, também fazia furor, ao dominar a primeira etapa do Rali de Sanremo, disputada nas estradas montanhosas dos arredores de Sanremo. Mas depois de terminar com cerca de 20s de vantagem sobre o Lancia Rally de Markku Alen, o Ferrari perdeu toda a preponderância logo no início da segunda etapa quando chegaram os troços de terra e os poderosos Audi Quattro assaltaram a liderança e ocuparam os quatro primeiros lugares da classificação final, com Stig Blomqvist à cabeça.
Ferrari 308 GTB venceu 10 dos 27 troços do Rali da Córsega de 1982















Isto considerando os “puros Ferrari”… Se tivermos em atenção que o Lancia Stratos tinha motor Ferrari Dino V6, carroçaria projectada por Bertone, e o chassis terá muito provavelmente tido participação da Ferrari (via grupo Fiat), tendo “apenas” o símbolo da Lancia… então as vitórias foram em número bem superior! Era uma delicia para os ouvidos o “cantar” daquele V6 que denunciava a sua origem. O Stratos terá tido “ajuda” da Ferrari, mas a Lancia terá ganho outra capacidade e autonomia tecnológica depois com o Lancia Beta Montecarlo grupo 5, que no meu entender foi o pai do Lancia 037, outro… Ler mais »
Olá Zé do Pipo (belo bacalhau)! Estou de acordo consigo, se considerar que na altura a FIAT misturava tudo. Sem dúvida que o Strato’s tinha o V6 do Dino 246 GT (mas transversal), Uma carroceria Bertone (Gandinni?) E um chassis em treliça, que nos deram o primeiro “carro de corrida” para ralis, e que terá sido o percursor dos fantásticos Gr.B. Mas o 308 GTB Gr.4 de rali, veio de um tal Jacky Setton, que era o “dono da Pioneer” em França e na Europa, e grande maluco por automóveis, como todos nós, mas muito mais rico. Foi ele que… Ler mais »
Os Ferraris não eram carros feitos para andarem a destruir-se em ralis…de terra, claro. Em provas de asfalto, com bom piso, tipo volta à Córsega, tinham hipóteses e foram realmente usados., embora a robustez dos carros de Maranello fosse sempre no geral …fraca. Eram carros de topo, Primas Donnas.Mas dava pena ver um Ferrari a andar em …ralis !