Sem a reação que Nico Rosberg teve na fase final do campeonato, com três triunfos consecutivos sem dar grandes hipóteses a Lewis Hamilton, o alemão teria sido uma das grandes desilusões do ano. Mas o assomo de orgulho final, que lhe garantiu o segundo posto no Mundial e a forma como bateu um dos pilotos mais rápidos que já correram na Fórmula 1, salvou a sua temporada e mostrou que, afinal, o alemão pode mesmo competir com os melhores quando está em forma.
Até ao G. P. dos Estados Unidos, Rosberg tinha ficado muito aquém do piloto que deu água pela barba a Hamilton em 2014, mostrando-se bem menos eficaz em qualificação e pouco agressivo em corrida. Empurrado sem cerimónia nas primeiras curvas de Suzuka e Austin, entregou o título com avanço com o erro que cometeu a dez voltas do final da corrida americana.
Depois veio o assomo de orgulho que acabou por tornar positiva a sua temporada, sendo implacável no confronto com Hamilton nas três corridas restantes. Antes do México, só em Barcelona e no Red Bull Ring tinha sido claramente melhor que o inglês, pois o triunfo no Mónaco caiu-lhe no colo por um erro incrível da equipa. Terá de começar 2016 como acabou este ano para poder, sequer, sonhar com a renovação do seu contrato com a Mercedes.
Luis Vasconcelos












