Max Verstappen mostrou que estava mesmo preparado para ser piloto de Fórmula 1, apesar de ter garantido a super-licença antes de ter idade para ter carta de condução. A sua rapidez não estava em discussão mas existiam razões sólidas para duvidar da sua maturidade, como se viu na primeira fase do Mundial.
Verstappen começou a impressionar bem cedo pela sua capacidade para travar extremamente tarde e mudar de direção enquanto travava sem nunca errar o ponto de entrada nas curvas, em manobras que surpreenderam mesmo alguns dos pilotos maus duros do pelotão.
Mas essa capacidade, que deu muita emoção a diversas corridas deste Mundial, foi combinada, até ao G. P. da Grã-Bretanha, com erros evitáveis, fruto da normal fogosidade excessiva dum adolescente. O despiste em Silverstone pareceu mudar Verstappen, que daí para a frente se tornou muito mais eficaz, aceitou perder posições quando os riscos duma defesa mais cerrada eram desproporcionais, e até Abu Dhabi mostrou uma nova maturidade que o tornou numa das estrelas deste Mundial.
O holandês acabou por ser menos espetacular em qualificação do que em corrida, pois Sainz mostrou-se capaz de fazer jogo igual e o bater regularmente, tendo recebido na última corrida do ano uma espécie de aviso por parte dos veteranos, pois fizeram-lhe numa corrida tudo o que Verstappen lhes tinha feito nas outras 18, sem que o jovem da Toro Rosso tenha apreciado a experiência.
Luis Vasconcelos












