Em declarações à BBC, Ecclestone explicou que “os nossos funcionários lá dizem que ‘está tudo sossegado, sem problemas’. Hoje estou mais esperançado. Espero que não tenhamos de fazer nada. Vamos esperar que tudo isto desapareça”. No entanto, as esperanças de Ecclestone poderão esbarrar na crescente tensão existente naquele país, tendo hoje existido novos desacatos após a morte de três manifestantes, podendo isso resultar numa escalada de violência. Entretanto, já hoje, os funerais desses três manifestantes provocaram uma onda de indignação dos protestantes, que seguiram as cerimónias entoando cânticos contra o governo local.
“Nestes países existem sempre alguns desacatos. Talvez isto seja um pouco mais do que isso”, acrescentou, embora resista a fomentar maiores receios acerca da situação e a possibilidade de cancelar o grande prémio a uma distância tão longa. “Vamos esperar e ver o que acontece, porque não sabemos a causa dos protestos. Nunca, nunca, mas nunca, estivemos envolvidos em questões religiosas ou políticas. Não tomamos as nossas decisões com base nisso”.
Ecclestone adianta, mesmo, que hoje não teria repetido a decisão de cancelar a corrida da GP2 Asia: “Cancelámos a corrida da GP2 porque é a competição asiática, não é tremendamente importante e não transmite uma má mensagem para ninguém, pelo que não quisemos correr quaisquer riscos. Isso foi ontem. Provavelmente hoje, se tivéssemos de tomar a mesma decisão com a informação que tenho, não o teríamos feito”, garante. A decisão acerca da realização do evento ou não deverá ser tomada na próxima quarta-feira.
Da parte das equipas, persiste igualmente a cautela quanto a este assunto, mesmo se os pilotos estão pouco recetivos à possibilidade de viajarem para um país em ebulição. Em declarações à Agência Reuters, Adam parr, diretor da Williams, lamentou toda a situação atual e espera a melhoria da mesma para poderem competir em Sakhir.
“Ficaríamos bastante desapontados se não pudéssemos começar a temporada no Bahrein. Queremos dar uma contribuição positiva aos países que visitamos e a nossa intenção é sempre a de estar lá com uma presença positiva. Se isso não se verificar, não queremos ser um impacto negativo. Se a Fórmula 1 se tornar um ponto de turbulência isso seria preocupante. Não se trata apenas da segurança de todos os envolvidos mas sim se ser sensível àquilo que se está a passar no país”.











