No entanto, Briatore afirma ao site oficial da Fórmula 1 estar bastante satisfeito com a sua vida fora das pistas: “Ser pai é tão satisfatório. Estou mais relaxado agora do que alguma vez estive na minha vida. A vida pode ser tão bela”, observa Briatore.
Inquirido se a F1 ainda faz parte dos seus planos para o futuro, o antigo diretor das equipas Benetton e Renault admite que “muito dificilmente voltarei. Ganhei sete títulos com equipas diferentes e quero voltar a divertir-me com o que faço – essa é a minha motivação e não a necessidade de um emprego. Neste momento, eu não me estaria a divertir na Fórmula 1. Estou satisfeito a fazer o que faço – ser pai, marido e tomar conta dos meus investimentos”.
Quanto à temporada de 2010, Briatore destaca o bom trabalho efetuado por Mark Webber com a Red Bull: “O Mark sempre foi forte. Simplesmente não tinha carro para o mostrar. Deem-lhe um bom carro e ele leva-o ao limite. Agora, com a Red Bull, ele tem um dos melhores carros, pelo que é forte”. Sobre Sebastian Vettel, companheiro de equipa do australiano, Briatore observa que o jovem alemão não se está a divertir o suficiente com aquilo que faz, colocando pressão sobre si mesmo: “Tenho a impressão que ele está demasiado compenetrado e não está suficientemente relaxado. É um piloto fantástico com um talento especial. Antes de cada corrida, dir-lhe-ia para se divertir! Ele é muito jovem e tem tanto tempo pela frente – o tempo está do lado dele. Com o seu talento vai ser campeão do mundo”.
“O Alonso está sempre nos limites e tem de o fazer”
E Fernando Alonso, seu antigo piloto na Renault? “Antes de mais, a Ferrari é uma equipa muito especial. Em mais nenhum lugar um piloto tem tanta pressão. Os erros cometidos pelos pilotos da Ferrari fazem mais manchetes, mas por outro lado, em mais lado nenhum as vitórias são celebradas com tamanho fanatismo. O Fernando está sempre a pilotar nos limites. Ele tem de o fazer, porque o seu carro é bom mas os Red Bull e os McLaren são mais rápidos. O seu caráter e a sua influência conseguem criar pressão permanente em todos – pedindo o máximo a cada um – de forma a chegar ao sucesso”.
Briatore abordou, ainda, a questão das ordens de equipa no passado GP da Alemanha, em Hockenheim. “Sinceramente, esta regra da [proibição] das ordens de equipa é completamente disparatada. Essa regra foi implementada por causa do que a Ferrari fez na Áustria em 2002. E isso foi uma ação louca na época, porque o Michael já tinha o titulo assegurado. Mas o que aconteceu em Hockenheim foi completamente diferente. O Fernando [Alonso] pode ser campeão do mundo, o Massa não. Por isso, é lógico que se assegurem que o Fernando consiga o máximo de pontos possíveis porque ele é o ponta-de-lança da Ferrari. Toda a gente teria feito o mesmo naquela situação. No topo desta discussão está o facto de que a regra não pode ser controlada se for sabiamente contornada e uma regra que não pode ser controlada não deve existir”, explicou.







