Às portas da sua nona participação no Dakar, Paulo Fiúza faz nesta prova uma dupla inédita com Carlos Sousa, no Mitsubishi ASX, carro com que venceram a única prova em que alinharam, o Atacama Rally.
Para o experiente navegador português, esta edição tem uma complexa particularidade pois “há muito não havia etapas maratona, mas este ano vamos ter uma bastante extensa. Temos que gerir bem a questão dos pneus, pois os camiões não vão lá estar para nos ajudar, vai ser um pouco complicado”, começou por dizer.
Já em termos de percurso, “na primeira parte, na zona de Córdoba, temos as pistas que utilizam no WRC e pistas do género das que encontramos cá, tipo baja. Depois entramos nas dunas, temos um bom bocado de areia mas na minha opinião, até ao dia de descanso, acho que vai ser bastante duro. A primeira parte é mais complicada e acho que é aí que se vai ‘selecionar’ quem é vai andar à frente. Depois na Bolívia vai ser uma estreia para todos, pois o ano passado só as motos é que lá foram. Este ano vamos ser nós a fazer o deserto Salar (ndr, o mais extenso deserto de sal do mundo), e aí vai ser complicado navegar“, disse Fiúza.
Em relação ao ASX Racing: “É um carro e um projeto novos. Eu e o Carlos estamos no nosso primeiro ano na equipa, mas acho que vai dar frutos no futuro”. Quanto à concorrência, existe “o fator surpresa que é a Peugeot, porque não sabemos o que é se pode contar deles, se vão ser adversários à altura, ou não. Vai ser um Dakar, quanto a mim, novamente disputado pelos MINI e Toyota”.









