A Citroen terá no Rali do México, prova a realizar no próximo fim de semana, um desafio com características bem diferentes das duas primeiras rondas do WRC. A prova, baseada em León, disputa-se em exclusivo, a grandes altitudes, superiores a 1800 metros acima do nível do mar, algo que, devido à redução do oxigénio disponível, se traduz numa significativa perda de potência, na casa dos 30%. Outra das dificuldades são as elevadas temperaturas, muitas vezes acima dos 25º graus, que dificultam também o arrefecimento dos travões.
Numa altura em que a Citroën está no quarto lugar entre os construtores, com apenas 20 pontos, e tem em Mads Ostberg o seu melhor piloto, em quinto lugar no campeonato, com apenas 14 pontos, a equipa espera melhorar o seu desempenho até aqui.
Para o diretor da Citroën Racing Team, Yves Matton: “Já avaliámos as duas primeiras rondas da temporada. É óbvio que os nossos DS 3 WRC são competitivos, porque os tempos alcançados provam-no. Embora tenhamos, claramente, velocidade, ainda não somos tão eficientes. Não conseguimos converter em resultados essa nossa velocidade. No México será vital conquistar pontos e tirar alguns aos nossos principais rivais. O nosso objetivo é subir na tabela do campeonato”.
Face ao ano passado, os DS 3 WRC de Mads Østberg e Kris Meeke contam com melhorias ao nível do motor, transmissão, chassis, suspensão e também na aerodinâmica. A equipa francesa tem também inscrito um DS 3 R5 para Stéphane Lefebvre, piloto que irá alinhar no WRC2.
Quanto ao Rali do México, para além das classificativas ‘desenhadas’ nas ruas de León (PE6/PE14), todas as outras serão idênticas às disputadas em 2014. As 21 especiais incluídas no programa podem ser divididas em três categorias: seis são pequenos troços na cidade ou super-especiais no Autódromo de León, oito terão entre 8,25 e 15,54 km e sete outras serão muito maiores, entre os 30,27km e os 55,82km.







