A diferença final entre Marcus Gronholm e Sébastien Loeb não deixa margem para dúvidas de quão suado foi o triunfo do piloto da Ford. Depois da primeira etapa, a diferença entre os dois pilotos ter chegado a cifrar-se em 14,8s, no segundo dia foi a vez de Loeb responder com um forte ataque, chegando à liderança por apenas 1,7s, depois de, mesmo durante essa segunda etapa, ter recuperado de uma desvantagem que chegou a ser de 14,9s.
Contudo, foi no terceiro dia que o duelo atingiu o seu pico de adrenalina, com os dois pilotos a trocarem de posição por três vezes, com a diferença entre os dois a nunca superar os 2,9s (na altura, a favor de Loeb). Mas, a duas classificativas do final, o finlandês da Ford passou definitivamente para o comando, primeiro por 0,7s, diferença essa que desceu para os 0,3s quando o francês da Citroen venceu a derradeira especial por 0,4s!
Com este frenesim no cronómetro, foi sem surpresa que Gronholm considerou este como «o melhor duelo de toda a minha carreira», sentindo-se «muito satisfeito por o ter vencido, logo diante do Loeb». Para o “gigante” que guiou exemplarmente o Focus, «não houve espaço sequer para uma simples passagem de caixa falhada!».
Mas onde esteve, então, o segredo da vitória? «Esteve na experiência, já que estive sempre muito calmo dentro do Focus, o que só consegui pelos muitos anos de experiência de situações de pressão. O maior “stress” foram mesmo as escolhas de pneus devido à instabilidade do tempo», revelou. Em relação aos números do campeonato, Gronholm referiu ainda à chegada a Auckland que «a vitória foi fantástica para o cenário do Mundial de Pilotos e deu-me ainda mais confiança para o futuro». Os dois estão agora separados por dez pontos.










