Como era esperado, Sébastien Loeb venceu o Rali da Catalunha com toda a autoridade, alcançando a 34ª vitória da sua carreira. Desta feita, Dani Sordo foi um perfeito guarda-costas, e com a segunda posição, na frente de Marcus Gronholm, que se classificou logo a seguir, assegurou que o finlandês perdia o máximo de pontos na luta pelo título de Pilotos.
Neste contexto, e a quatro provas do final do Mundial, duas das quais em asfalto, apesar de liderar com uma vantagem de seis pontos para Loeb, Gronholm não tem a vida facilitada, pois a confiança de Sordo poderá ter subido em flecha com este segundo lugar e agora vêm aí…à Córsega.
Na prática o piloto da equipa de Malcolm Wilson será obrigado a conquistar pelo menos mais um triunfo, se terminar as restantes três provas em segundo já que uma igualdade pontual favorecerá sempre o seu rival da Citroen através do segundo factor de desempate que é o número de vitórias.
Mikko Hirvonen terminou a prova na quarta posição e não comprometeu, de forma alguma, o resultado de conjunto para a sua equipa, pois o seu chefe-de-fila Gronholm não susteve Sordo, e portanto Hirvonen não pôde “ir atrás” do espanhol.
A M-Sport tinha outro problema, que era François Duval. Contratado pela equipa OMV Kronos Citroen para tentar destabilizar o rendimento dos Focus oficiais em geral e de Gronholm em particular, o belga não se saiu, contudo, tão bem como tinha acontecido no Rali da Alemanha, pois alguns erros e excessos de impetuosidade condenaram ao fracasso a sua missão.
Quilos de monotonia
Para além disso, não se pode dizer que a prova espanhola tenha sido um modelo de competitividade. O quinto posto de Duval raramente foi ameaçado pela postura de Petter Solberg no Subaru Impreza oficial, da mesma forma que o norueguês teve sempre bem controlada a acção do melhor representante da Stobart M-Sport, Jari-Matti Latvala que terminou na sétima posição.
Pior prestação acabou por evidenciar Chris Atkinson cujo oitavo lugar espelha algum “nervosismo”. Xavier Pons também não evitou também um pião, a que se juntaram alguns problemas de travões. Na lista dos que decidiram gravar o seu nome na prova pelo aspecto negativo, Manfred Stohl foi claramente o “mais votado”, depois de destruir o segundo Xsara WRC da Kronos. Luís Perez Companc que regressou a casa no final da primeira especial depois dum acidente.








