O WRC viu a Suzuki e a Subaru abandonarem, logo aos primeiros sintomas mais graves da crise económica, deixando apenas a Ford e a Citroën como marcas oficiais no campeonato. Contudo, Solberg acredita que as dificuldades por que o desporto atravessa serão ultrapassadas e que a má fase irá acabar.
“Podem dizer o que quiserem, o rali é um desporto muito bom. Os carros são os mesmos que as pessoas conduzem nas estradas. Mas algumas regras têm de mudar, isso é certo”, referiu Solberg no Autosport International Motorshow.
“Temos de tornar tudo mais fácil, mais aberto aos construtores. É um desporto barato, a única coisa de que precisamos é de melhores promotores que levem o desporto mais próximo das pessoas”, observou. A este respeito, a opinião de Solberg é que a promoção é “demasiado lenta”.
“Têm de reagir mais depressa. [Existem] demasiadas pessoas, demasiadas decisões, demasiados chefes”, observou o piloto que ainda continua sem saber o que vai fazer em 2009.
“Há muitas coisas para 2010, mas para 2009 ainda não há nada. Estou a tentar tudo o que posso fazer. Não quero pilotar apenas por diversão. Quero estar no topo e lutar”, afiançou.
Sem um volante assegurado para disputar o mundial de ralis de 2009, o piloto norueguês sabe que as hipóteses de entrar numa equipa de topo são escassas, mas ainda assim, acredita que poderá vir a disputar os troços do seu país.
Recorde-se que Petter Solberg e Chris Atkinson ficaram apeados com a desistência da Subaru do WRC, mas enquanto que o australiano já encontrou uma vaga na segunda equipa da Citroën, o norueguês permanece sem um carro para esta temporada, que se inicia com o Rali da Irlanda, no final do mês do Janeiro.











