Única categoria a ter o seu vencedor em suspenso mesmo até à derradeira especial, a corrida dos camiões foi um espectáculo à parte neste atípico Dakar sul-americano. Derrotada em 2007, na primeira vez que a MAN festejou um triunfo na prova, a Kamaz tomou novamente de assalto as primeiras posições, colocando três equipas nas quatro primeiras posições da geral.
Mais rápido em quatro das 12 especiais disputadas, Vladimir Chaguin esteve a um pequeno passo (3m39s, para sermos mais exactos) de igualar o histórico recorde de seis vitórias do checo Karel Loprais, sendo, porém, surpreeendido pela maior regularidade do colega e compatriota Firdaus Kabirov, que assim alcança a sua segunda vitória na prova, após o êxito de 2005.
Único a ameaçar o domínio da dupla russa, impondo o potente e ágil Ginaf em duas etapas, Gerard de Rooy teve, no entanto, que contentar-se com o último degrau do pódio, concluindo a corrida a 59m56s do vencedor. A partir do holandês, as diferenças foram gritantes, bastante referir que Ilgizar Mardeev, no outro Kamaz, foi o quarto a já 6h46m de Kabirov. Melhor dos MAN, o alemão Franz Echter fechou o lote dos cinco primeiros, à frente do brasileiro Jean de Azevedo, vencedor da última tirada e também o melhor dos “pequenos” Tatra.












