“Uma das coisas que mais me impressionou no Africa Eco Race foi a qualidade das pistas escolhidas pelo René Metge [na foto]. Há a ideia de que em Marrocos as pistas são demolidoras, com muita pedra e valas. O que tivemos foram pistas de bom piso que davam um prazer enorme de condução e onde a grande dificuldade se centrava na navegação”, explica Elisabete Jacinto.
“Por outro lado, o facto de as ligações serem mínimas permite-nos estar mais focados na competição e ter um tempo de descanso mais alargado”, acrescentou a piloto do Team Oleoban/MAN.
De facto, as grandes ligações do Africa Eco Race concentram-se na Europa e na passagem da fronteira de Marrocos para a Mauritânia e deste país para o Senegal. Na Europa não há competição tendo, por isso, sido permitido que portugueses e espanhóis se juntassem à caravana apenas em Almeria, no dia 28.
O dia 2 de janeiro, domingo, será o dia de descanso sem competição. Toda a comitiva fará apenas uma ligação de modo a diminuir a longa quilometragem prevista para o dia seguinte em que a prova entra na Mauritânia. A partir desse dia começa uma fase em que a prova será quase a 100 por cento disputada em areia. Quatro etapas com uma única ligação de apenas 20 quilómetros.
“Uma etapa com apenas 200 quilómetros que começa e termina no acampamento significa que vai ser longa e incluir dificuldades enormes. Com este figurino vai ser na Mauritânia que tudo se vai decidir em termos desportivos” salienta Elisabete Jacinto.











