Sendo isto verdade, como se ficará a sentir um adepto que por algum acaso esteja presente na zona da especial onde os pilotos abrandam para assegurar a melhor posição na estrada? Se for um adepto não muito conhecedor, volta a ver Ralis? Mantém o interesse?
Para Olivier Quesnel, patrão da Citroen Racing depois de mais uma vez Loeb e Latvala terem abrandado para não serem os primeiros na estrada no dia seguinte, o francês levanta uma questão interessante: “Tendo em conta a ordem de partida de Loeb e Hirvonen neste Rali da Jordânia, sabíamos que muito provavelmente só o Ogier e o Latvala iriam lutar pela vitória, por isso há que alterar as regras, de modo a que mais pilotos possam ter a possibilidade de lutar pelas vitórias nos ralis, sem que existam outras razões que o impeçam. Se queremos que o campeão seja o mais rápido de todos, e que os pilotos andem sempre no máximo das suas possibilidades, há que inverter a ordem de partida para os troços dos homens do WRC. É fácil de o fazer.”, referiu.
O atual sistema, que obriga ao líder do campeonato ser o primeiro na estrada foi criado de modo a permitir aos seus perseguidores terem alguma vantagem, mas a FIA esqueceu-se que isto só se aplica durante o primeiro dos três dias de prova. O que acontece hoje em dia é ninguém querer liderar um rali no final do primeiro e segundo dia, mas ficando o mais perto possível em termos de tempo. Daí se verem tantas paragens em troços. Quem roda mais atrás na ordem, tem sempre a estrada mais limpa nos ralis de terra, e pode com isso reduzir a margem para os homens da frente, mas com a atual diferença de andamentos entre cinco pilotos…e os outros, a luta pelas vitórias resume-se (Suécia foi exceção) a esses pilotos. Será que não valia a pena seguir o conselho de Olivier Quesnel e ter lutas a cinco pelas vitórias?









