E nada retira mais o interesse do público que ver sempre os mesmos carros a ganhar. Neste momento, e muito devido à crise que se instalou um pouco por toda a Europa, as principais competições tuteladas pela FIA correm o risco de fluírem para o tédio.
Na F1, por muito que se saúde a hegemonia de uma equipa ‘independente’, convenhamos que um pouco de concorrência que ponha em causa a marcha triunfal de Vettel e da Red Bull seria bem vinda. É que, este ano, nem concorrência ‘interna’ tem.
Já o Mundial de Ralis se resume a duas marcas: ou ganha Citroën ou ganha Ford – com claro predomínio da primeira. Do mesmo mal padece o DTM onde as vitórias, apesar das ferozes lutas em pista, acabam por sorrir à Mercedes ou à Audi. Mas o caso mais gritante é o WTCC. Apesar da boa vontade das equipas privadas da BMW e da SEAT, a supremacia azul e branca da Chevrolet ameaça o interesse da competição.
Não querendo enveredar muito pelas ruelas da nostalgia – e salvaguardando as novidades que se esperam em 2012 nesta matéria -, bons eram os tempos em que havia mais ‘cores’ a ocupar os lugares mais altos do pódio, em que a vitória não estava, à partida, reservada a dois ou três pilotos e em que não dependíamos de fatores extraordinários para aplaudir caras novas no momento de abrir o champanhe. Sabemos que é a inevitável lógica dos ciclos de supremacia na competição, mas também sabemos que os adeptos são pouco sensíveis a essa lógica.
Bernardo Gonzalez
Editor












