O Mundial de Motociclismo vai introduzir um sistema de penalizações em pontos para 2013. Vários incidentes nas corridas do ano passado foram tratados de maneiras díspares pelos Comissários Desportivos – demasiado severos ou brandos – e por isso entendeu-se por necessária a introdução dum sistema mais justo e claro para todos. Por isso, a Comissão de GPs decidiu alterar as regras de 2013 e 2014 da seguinte forma:
Foi reconhecida a necessidade de abordar o problema dos pilotos que estão constantemente a ser avisados, ou penalizados, por colocarem em perigo outros pilotos, ou por cometerem outras ofensas sérias, como ataques a comissários, ou outros oficiais. Para resolver este problema foi aprovado novo sistema de pontos de penalização. A Direção de Corrida pode penalizar um piloto com determinado número de pontos de penalização de um a dez. Esta penalização pode ser aplicada no lugar de, ou em adição a outra penalização. Os pontos “são somados” ao longo da época e quando se atinge determinados totais são aplicadas as seguintes penalizações de forma automática: Quatro Pontos – Parte na próxima corrida do final da grelha; Sete Pontos – Parte na próxima corrida do pit lane; Dez Pontos – Impedimento de participar no evento seguinte. Uma vez aplicada a penalização prevista para os dez pontos o total volta a zero. Os pontos não transitam para a época seguinte.
Outras alterações
Entretanto, a Comissão de GPs decidiu também proceder a várias outras alterações, como por exemplo relativas ao procedimento de partida. A abertura do pit lane passa a ser acompanhada de bandeira verde à saída do pit lane em adição à já existente luz verde. Não será apresentada bandeira vermelha na frente de grelha após a conclusão da volta de apresentação e os aquecedores de pneus têm de ser removidos de imediato aquando da apresentação da placa de um minuto.
Após a aprovação do novo procedimento de qualificação para a classe de MotoGP é também necessário determinar o critério para participação na corrida – a regra dos 107%. Para poder alinhar nas sessões de qualificação um piloto tem de atingir um tempo melhor que 107% da marca do piloto mais rápido em qualquer uma das quatro sessões de treinos livres.
Deixa de ser possível qualificar-se para a corrida com base nos tempos do warm-up. Os pilotos nomeados como substitutos de um piloto lesionado após a realização de algumas sessões de treinos livres e que não tenham atingido os 107% serão autorizados a participar na Qualificação 1, onde terão de conseguir um tempo de qualificação. Os pilotos que alinharem na sua primeira corrida da época e não estiverem presentes no briefing da FIM podem incorrer em penalização, mas já serão automaticamente desclassificados. A responsabilidade de acender as luzes vermelhas traseiras em condições de chuva cabe agora às equipas. Não serão apresentadas placas.
Já não é necessário notificar uma equipa e obter o reconhecimento da mesma por parte da equipa aquando da imposição de penalização de passagem pela via de boxes devido a falsa partida. A informação da penalização será apresentada ao piloto na linha de partida e incluída na página de informação dos ecrãs de cronometragem. Deixa de existir uma multa mínima que a Direção de Corrida pode aplicar. O máximo da multa é agora de 50.000, euros.
Regulamentos Técnicos
Na classe de MotoGP e com efeito imediato, não serão permitidas jantes de compósito de Carbono. (Como é já o caso na Moto3 e Moto2). A exceção garantida às inscrições CRT de 2012 para poderem usar discos de travão de diâmetro diferente dos 320 mm especificado nos regulamentos não transita para 2013. Será introduzida uma distribuição de pneus revista. Por princípio, os pilotos vão receber um pneu traseiro adicional e o frontal “macio” oferecido como opção em 2012, mas não usado, não estará disponível. Neste caso, a exceção respeitante à distribuição de diferentes graduações de pneus frontais em circuitos específicos será cancelada. A decisão final da composição da distribuição dos pneus será tomada após o teste oficial de Sepang de 5 a 7 de fevereiro. Neste contexto, o fornecedor oficial de pneus vai facultar um traseiro “macio” para uso das CRT.
Com efeito apenas em 2014, foi aprovado um processo de homologação das especificações do motor “congelado”. Foi confirmado que esta regra não se aplica às CRT e que diferentes equipas que usem a mesma marca de máquina MSMA podem ter os seus motores homologados com especificações diferentes .no ano seguinte, em 2015, o preço máximo que pode ser cobrado pelo fornecimento de travões e suspensões será imposto. Estão também a ser levadas a cabo investigações com o objetivo de regular preços para “serviços contratados” para os mesmo produtos.
Já nas classes de Moto3 e Moto2, e com efeito Imediato, o sistema de mudanças rápidas [caixa de velocidades] da classe de Moto2 tem de ser aprovado pelo Diretor Técnico. A distribuição de pneus para a classe de Moto2 será alterada. De futuro, os pilotos terão disponíveis os seguintes limites de pneus. Oito frontais de duas especificações padrão. Nove traseiros de duas especificações padrão. As especificações em si serão determinadas pelo fornecedor oficial e todos os pilotos receberão lotes iguais. Os números frontais de competição nas máquinas de Moto3 e Moto2 têm de ter uma separação mínima de 10 mm entre números de dois algarismos. Não serão permitidos fundos refletores.
Com efeito em 2014 e para garantir que as equipas de Moto3 são fornecidas com motores da mesma especificação a preços razoáveis, foi acordado que os motores serão fornecidos através do organizador da competição e distribuídos aleatoriamente. Os momentos não serão devolvidos para manutenção, mas serão mantidos pelas equipas para outros fins, ou venda, assim que atingirem a quilometragem normal. Continuam a decorrer discussões sobre o número máximo de pneus permitidos e a rotina e pequenas manutenções que serão permitidas e os regulamentos finais serão anunciados durante o GP do Qatar de 2013.
Serão impostos preços máximos para máquinas completas de Moto3 e os preços máximos dos chassis e principais componentes das classes de Moto3 e Moto2 serão especificados. Uma vez mais, os regulamentos finais serão anunciados durante o GP do Qatar de 2013. Na globalidade, são estas as alterações previstas para as três Classes do Mundial de Motociclismo, sendo que foram ainda aprovadas outras pequenas alterações de pormenor.











