Miguel Oliveira, tinha boas razões para sair feliz do fim-de-semana em que obteve a sua primeira Pole-Position, no Campeonato Espanhol de Velocidade – 125. Apesar de não ter partido tão bem como gostaria, chegou à primeira curva na 2ª posição, logo atrás do seu companheiro de equipa Maverick Viñales. Depois sofreu uma escorregadela, que fez com que o seu companheiro de equipa ganhasse uma vantagem considerável, ficando assim a fazer parte de um grupo que lutava pelo pódio, vindo a cortar a meta no quarto lugar, uma posição dentro dos objectivos. Todavia, veio a ser desclassificado por alegadamente não ter sido correcto com outro piloto durante a acesa disputa, facto que o Miguel Oliveira contesta achando esta decisão demasiado dura e injusta.
Para o Team Manager da equipa Bluesen, que teve no colega de Miguel Oliveira o espanhol Maverick Viñales como vencedor, tudo estava quase perfeito, com a sua equipa a arrecadar a Pole e a Vitória. No entanto, Ricard Jové também sentiu um amargo de boca pela desclassificação do Miguel Oliveira, como referiu: “A nossa equipa, os mecânicos estavam felizes com os nossos pilotos no grupo dos mais rápidos, o que é a melhor compensação pelo trabalho que realizaram. O único ponto desagradável, e não foi por culpa nossa, foi a forma como desclassificaram o Miguel. Como é costume nestes casos, digo que aceito a decisão, mas não estou de acordo com ela absolutamente. Em primeiro lugar, porque o mais correcto seria fazerem uma advertência ao piloto, seria mais justo, em segundo, lugar porque uma desclassificação significa que todo o trabalho realizado pela equipa, mecânicos e piloto não serviu para nada…”
Miguel Oliveira foi abalroado por um adversário e depois viu a direcção da corrida desclassificá-lo por uma virtual condução anti-desportiva, que o piloto contesta:”Estou triste porque não havia razão para me desclassificarem. De forma geral estava a ser um bom fim-de-semana, apesar de ter caído no sábado, felizmente sem consequências físicas, como tinha conseguido a Pole-Position, estava muito contente com a equipa e a afinação da moto.”
“Não estava totalmente à vontade na “Pole” antes da partida para a corrida, pois tinham sido feitos alguns ajustes de ultima hora que não funcionaram como previsto, mas não correu mal, consegui largar bem, e fui para o segundo lugar atrás do Maverick, mas não consegui acompanhar o seu ritmo. Logo depois integrava um grupo de pilotos que lutavam constantemente trocando posições, e na altura que tentava um lugar no pódio, levei uma forte pancada de Adrian Martin, que resultou nessa desclassificação de ambos. É lastimável, porque foi exagerada por parte da direcção de prova. Da minha parte não houve nenhuma manobra perigosa ou mal intencionada que justificasse. Não tenho outro remédio, tenho que aceitar a penalização, embora injusta, não adianta reclamar.” Explicou Miguel Oliveira, já a pensar na próxima corrida em Valência, onde tudo correrá melhor.











