A história de Victor Calisto é por demais conhecida, despediu-se dos ralis em 2007, voltou posteriormente para matar o ‘bichinho’, a sua mãe, Cristina Teixeira chegou a disputar o Rali de Portugal, em 1999, ao lado de Joana Lemos. Portanto, é perfeitamente natural a chegada do benjamim da família aos automóveis, como o próprio conta:
“O bichinho das corridas vem de família, o meu pai sempre fez ralis e cedo me transmitiu me essa paixão. Nunca fiz nada de oficial, ia correndo na brincadeira no karting mas sempre acompanhei o meu pai nos ralis. Desde que tirei a carta vi mais próxima a estreia, mas a crise, foi fazendo adiar o sonho, mantendo-se a esperança.
Até que há algum tempo o meu pai disse me que ia participar numa rampa em Almargem do Bispo, e como é óbvio vi o meu sonho começar a materializar-se.”
“Até que chegou o dia. Eram quatro subidas por piloto e contava o melhor tempo. Na primeira subida acompanhado do meu navegador – escolhido caso venha a fazer ralis, o Fábio Félix, obtive 34.90 segundos. Na segunda subida, agora acompanhado por um grande conhecedor, o professor Joaquim Batalha, o tempo melhorou, 33.90s. Na terceira subida, novamente acompanhado por Joaquim Batalha, já com mais confiança o tempo foi ainda melhor, 32.20s. Finalmente, na quarta subida, a história voltou a repetir-se… trinta anos depois. Na altura, um senhor de seu nome Victor Calisto (meu pai) estreava-se no automobilismo, precisamente numa rampa, onde se despistou, sendo a sua estreia um pouco infeliz mas, é aí que a história se repete.”
“Preparava-me para a minha última subida, já com alguma confiança, mas numa curva à direita o excesso de confiança fez com que saísse em frente e batesse. Nada de grave se passou mas o carro ficou algo danificado. E como quem sai aos seus não degenera, iremos fazer de tudo para o carro estar pronto para a próxima prova que se realiza dia 28 de julho nas Covas de Ferro. E continuar a lutar pelo nosso sonho.”, escreveu Márcio Calisto.












