«Acho que todos ganharíamos se encontrássemos um plano de acção conjunto e chegássemos a uma tomada de posição sólida». A declaração é de Kris Nissen, mas resume a opinião dos directores das principais equipas do TT mundial, pelo que, neste contexto, adivinham-se já alguns cenários possíveis, como um mais que provável relançamento da Taça do Mundo FIA de Todo-o-Terreno.
«Ao invés de concentrarem todo investimento no Dakar, as equipas terão agora que repensar toda a sua estratégia, passando, por exemplo, a diluir o orçamento pelas várias provas que integram esta competição. É claro que o retorno nunca será comparável ao de um Dakar, mas, pelo menos, será seguro», admitiu, a este propósito, Sven Quandt, o patrão da X-Raid.
Por outras palavras, as equipas parecem estar finalmente dispostas a darem outro tipo de visibilidade e interesse desportivo à competição supervisionada pela FIA, com o compromisso de alinharem à partida dos mesmos eventos, algo que até aqui raramente aconteceu.
No ano passado, por exemplo, as três equipas apenas se encontraram por um vez, precisamente no UAE Desert Challenge, no Dubai. De resto, à Argentina só foi a Mitsubishi, a Portugal vieram a Mitsubishi e a Volkswagen, e a Marrocos só se deslocarem-se a Volkswagen e a BMW. Como premedita José Megre, «o fim do Dakar pode muito bem vir a ser o bem da Taça do Mundo». Os organizadores, esses, agradecem e esfregam já as mãos de contentes.












