“Hoje tenho uma história para contar porque a especial foi verdadeiramente entusiasmante. Gostei do traçado e imprimi um bom ritmo. A certa altura vejo o Tatra parado e entusiasmei-me um bocadinho. Agora os traços de camião que via marcados na terra eram seguramente do Kamaz e comecei a perceber o seu tipo de condução. Sem dar por ela, comecei a competir com os rastos, e o ritmo aumentou. Mais ou menos a 100 km do fim vejo o Kamaz ao longe, e o entusiasmo aumentou um bocadão. Aproximei-me e deixou-me passar. Foi o meu momento de glória. Só me apetecia rir. Sabia que me ia ultrapassar mais cedo ou mais tarde, mas não me importava. Eu ia na frente!
Entrei depressa demais num oued com grandes tufos de ervas, não consegui desdobrar a direção a tempo, subi o morro, o camião desequilibrou-se para o lado, e encostou-se a outro grande tufo. Ficou quase deitado. Quando conseguimos abrir a porta, já o Kamaz estava devidamente posicionado para nos puxar. Rapazes eficientes! Os estragos foram pequenos, e voltámos a partir outra vez na bisga. Ganhei a especial. Tive hoje o meu momento de glória, mas também uma grande lição: Tenho de pôr a cabeça no lugar!”, in Facebook de Elisabete Jacinto.











