Cerca de um mês depois da inédita deslocação aos Açores, o IRC regressa na sua máxima força, pois voltam a estar reunidas num único evento todas as marcas inscritas na série proposta pelo Eurosport. Conhecida pela dureza das batalhas vizinhas nos dois conflitos mundiais, Ypres é agora notícia pela aguardada discussão de pontos entre as diversas equipas oficiais no terreno.
Agora organizado pela SuperStage, após falência dos anteriores promotores, o Ypres Rali Westhoek é composto por 16 classificativas tradicionais daquela região, incluindo duas em território francês, na limítrofe cidade de Lille.
Dominadora em anos anteriores, a Peugeot será defendida por nada menos que 11 pilotos, quase o quádruplo da Skoda, há muito sequiosa de comprovar a sua velocidade em asfalto.
Numa prova disputada em bom asfalto, a Abarth terá dois fortes representantes que redimirão o resultado nulo em São Miguel, enquanto VW, Proton e Opel apostam num único cavalo de batalha. Por sua vez, a Mitsubishi tentará repetir os bons resultados queniano e açoriano, enquanto à Honda restará lutar pelo melhor posicionamento entre os carros de duas rodas motrizes.
Lugar aos especialistas
O traçado belga é muito exigente, estradas estreitas com bermas traiçoeiras, e levou várias formações a optarem por pilotos locais. A VW aposta no veteraníssimo Patrick Snijers e a Peugeot poderá contar com o habitual Freddy Loix, recordista do evento, e ainda Pieter Tsjoen e a esperança Thierry Neuville com as cores da BF Goodrich. A Abarth terá Bernd Casier, que substitui Alen, enquanto a Skoda conta com o poderoso François Duval.
Bons conhecedores da prova, Giandomenico Basso, Nicolas Vouilloz e Jan Kopecky tentarão impor a sua experiência a estreantes muito motivados, como Juho Hanninen, Guy Wilks, Kris Meeke ou Luca Betti. Pelo meio, esta prova também é pontuável para o Europeu e alguns dos seus bem apetrechados concorrentes poderão se intrometer na luta pelas posições cimeiras.
João Freitas Faria










