Mesmo com alguns problemas no seu Mitsubishi Lancer X R4, João Magalhães venceu o Rali da Calheta, e depois de ter estados toda a prova na luta pelos lugares do pódio acabou por beneficiar do abandono dos seus principais adversários. Com este resultado, Magalhães reentra na luta pelo título pois não só recuperou parte da desvantagem pontual como mostrou andamento para acompanhar os favoritos.
A história da prova organizada pelo Club Sports Madeira poderá ser definida pelas desistências das figuras principais. Filipe Pires deixou a prova logo no arranque na PE 1 com problemas de transmissão e Miguel Nunes, líder após as duas primeiras classificativas, abandonou na seguinte com falha da bomba de gasolina. Filipe Freitas, que só vencera até agora e rodava no segundo lugar a 0,2s de Magalhães, teve uma saída de estrada na PE 4, segundo o piloto por não ter sido avisado pela organização dum canal de água a atravessar a estrada, que obrigou à interrupção da prova e anulação daquele troço cronometrado.
Igualmente beneficiado com tantos abandonos foi João Silva que foi segundo e passa a partilhar com Filipe Freitas a liderança do campeonato. O piloto do Renault Clio R3 deu o máximo e tentou minimizar o menor potencial da sua viatura mas pouco melhor poderia ter feito em classificativas com mau piso em subida de forte inclinação e ainda noutra em que o piso chegou a estar húmido. Este resultado, contudo, espelha a garra daquele jovem que chegou mesmo a vencer a Power Stage.
Bastante satisfeito no final estava André Silva que conseguiu pela primeira vez na sua carreira subir ao pódio absoluto, uma performance tão mais notável enquanto conseguida com o pequeno Citroën C2 R2 em que voltou a dominar na classe 1600. Atrás de Silva ficaram Rui Conceição, ainda em retoma do ritmo de competição após vários anos de ausência, e Gil Freitas, já mais adaptado ao Opel Ascona 400. Estes lugares poderiam, contudo, ter sido entregues a José Camacho que desistiu com problemas de travões no Peugeot 206 S1600 ou Ana Sofia Correia, que acusou alguma falta de ritmo e abandonou depois dum toque a três curvas do final da última classificativa.
Mais uma vez animada foi a Globalfisco Yaris Cup em que Marco Nóbrega voltou a vencer, desta feita com uma vantagem de 7,3s para o segundo classificado, parcialmente conquistada na segunda passagem pela Fonte do Bispo. Empolgante foi a luta pelos restantes lugares do pódio pois Ricardo Gonçalves, segundo, ficou apenas 0,9s na frente de Nuno Nóbrega. João Freitas Faria
Classificação
1º João Magalhães/Jorge Pereira (Mitsubishi Lancer X R4), 40m21,5s; 2º João Silva/Victor Calado (Renault Clio R3), a 23,7s; 3º André Silva/Jorge Gonçalves (Citroën C2 R2), a 1m34,5s;4º Rui Conceição/Duarte Coelho (Ford Escort RS Cosworth), a 2m01,1s; 5º Gil Freitas/Duarte Miranda (Opel Ascona 400), a 3m21,1s;6º Bruno Fernandes/Mauro Sousa (Toyota Yaris), a 3m56,9s; 7º Francisco Tavares/Luis Neves (Toyota Corolla GT, a 4m23,4s;8º Marco Nóbrega/Valdemiro Garcês (Toyota Yaris), a 6m03,9s; 9º Ricardo Gonçalves/Artur França (Toyota Yaris), a 6m11,2s; 10ºNuno Nóbrega/Énio Andrade (Toyota Yaris), a 6m12,1s;
11º Gonçalo Freitas/Daniel Capelo (Toyota Yaris), a 6m15,9s; 12º Pedro Macedo/Carlos Pestana (Toyota Yaris), a 7m00,7s; 13º Victor Neves/João Camacho (Toyota Yaris), a 7m16,4s; 14ºIlídio Sardinha/Paulo Castro (Toyota Yaris), a 8m06,7s.
Campeonato: 1º Filipe Freitas, 56; 2º João Silva, 56; 3º João Magalhães, 42; 4º Filipe Pires, 26; 5º Francisco Tavares, 26; 6º Rui Conceição, 24; 7º Bruno Fernandes, 21; 8º Miguel Nunes, 20; 9º Marco Nóbrega, 15; 10º José Camacho, 10. Troféu Rafael Costa (1.600): 1º André Silva, 75; 2º Francisco Tavares, 51; 3º Bruno Fernandes, 41; 4º Marco Nóbrega, 34; 5º Nuno Nóbrega, 23.











