O sonho de Jean Todt e Michelè Mouton em devolver às provas do WRC os ralis maratona não foi propriamente recheado de êxito, pelo menos até aqui, e no próximo dia 28 o Conselho Mundial de FIA deverá dar a machadada final na questão.
A chegada de um novo promotor, com novas ideias, que são discutidas neste preciso momento levou a que para já, a Comissão de Ralis leve para o Conselho Mundial uma ‘recomendação’ que obrigará os organizadores das provas do WRC a terem um mínimo de 25% de especiais nas suas provas, não permitindo portanto que as ligações sejam demasiado longas.
Por exemplo, no ano passado fizeram-se algumas experiências, como no Rali da Argentina, onde se testou um novo figurino de provas que, na voz dos seus ‘arquitetos’, traria mais emoção e mais histórias para contar. Mas 1770 quilómetros de extensão, 502 quilómetros disputados ao cronómetro e uma classificativa única de 66 quilómetros percorrida com os mesmos pneus não foram suficientes para alimentar o sonho.
Se, curiosamente, os atuais World Rally Cars passaram no teste de uma prova demolidora (quando nada o fazia prever pois não foram concebidos para este tipo de rali), os pilotos não gostaram da ideia de estarem tanto tempo ao volante nos limites das suas capacidades e as equipas não simpatizaram com os custos deste tipo de prova.
Neste momento a conclusão que se tira é simples. As receitas que fizeram dos ralis das décadas de 70, 80 e 90 tão famosos já não servem actualmente, seja pelos custos, ou simplesmente porque os pilotos acham que não têm vida para mais que ralis das nove às cinco, ou mesmo porque os carros não foram feitos para maratonas.
Continua a ser difícil arranjar uma solução para os ralis, e por isso neste momento já ninguém se admira se a sugestão de fazer com que a Power Stage decida o rali acabe por passar.













