Tiago Monteiro: “Tantos campeonatos dispersam os meios”

Por a 6 Abril 2020 16:45


Dia-a-dia é a palavra de ordem nesta fase que vivemos. A cada dia surgem novidades e a incerteza é o denominador comum nesta fase, mas o regresso às corridas, quando acontecer, será intenso:

“Neste momento há muita indefinição. Não sabemos quando vamos voltar e quando voltarmos não sabemos quantas equipas terão sobrevivido. Claro que as equipas apoiadas pelas fábricas devem continuar, já as equipas privadas… Não sei como será, mas muitas vão sofrer mesmo. Neste momento vemos que estão a adiar os eventos e não a cancelar. O que significa que quando regressarmos em junho ou julho, teremos muitas corridas seguidas e os eventos que se mantiverem poderão ter três ou quatro corridas. É isto que tanto o WTCR como outros campeonatos, como a Fórmula E, estão a pensar fazer. No fundo, usar as corridas que sobram para ter um campeonato com um número de corridas decente.”

“É uma solução viável e talvez a única solução disponível neste momento para ter um campeonato com 18 ou 20 corridas. Claro que se calha num circuito que não nos favorece tanto é pena, se for num circuito onde somos fortes é bom. Eu pessoalmente não me importava de fazer três ou quatro corridas em Vila Real, Marraquexe ou circuitos citadinos. “

Desafiado a colocar-se no papel de presidente da FIA, Monteiro falou de soluções para o futuro:

“Para já, não quero ser presidente da FIA, nem tenho essa ambição porque é uma tarefa muito complicada. Nunca vais agradar a todos e haverá sempre a alguém a criticar e contra as decisões tomadas. É uma vida muito complicada que não me interessa. Mas obviamente tenho uma opinião e ideias. A questão do dinheiro e dos custos sempre existiu e vai existir. O desporto motorizado tem custos elevados por implicar muita gente, deslocações, aluguer de pistas, tecnologia. O limitar de custo é a grande questão. O que eu faria para já, era limitar a quantidade de campeonatos. Tantos campeonatos dispersam os meios. Creio que se devia manter a escada que já existe dos regionais, nacionais, campeonatos da Europa e do mundo, fazendo escalões com os mesmo regulamentos. Creio que teríamos mais gente, mais qualidade e daria para diluir mais os custos. Claro que isto é utópico porque nem todos os campeonatos são da FIA e todos querem o seu negócio. A regulamentação TCR, tal como a regulamentação GT3 pretende isso, limitar os custos e o nível de desenvolvimento dos carros. E os responsáveis estão a tentar fazer isso e temos o exemplo do ECU global no TCR, que será aplicado aos GT em breve, vai limitar muito o que se pode fazer ao nível da eletrónica.”

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