WEC, Portimão: A festa foi bonita e merece ser repetida
Quem foi a Portimão para ver o WEC, por certo não se terá arrependido. O palco da segunda prova do ano esteve (uma vez mais à altura do desafio).
Foi um belo fim de semana de corridas no Autódromo Internacional do Algarve, com uma meteorologia que convidava a sair e a ver as melhores máquinas de endurance do mundo. As bancadas não se encheram, muito longe disso, o que foi uma pena, mas dizer que esteve pouca gente é demasiado redutor, pois as bancadas do AIA são grandes. Os pilotos foram brindados com um mar de fãs no pit walk, onde foram distribuídos autógrafos e selfies.
Para os fãs de corridas foi um regalo ver máquinas tão distintas em pista, que vão surgindo a um ritmo frenético, sem haver tempos mortos. Houve alguma animação extra para as famílias, mas talvez tenha faltado mais opção. As corridas devem ser uma festa para todos, mesmo para os que não gostam tanto. Mas no geral, Portimão mostrou que é um palco muito bom para receber corridas de resistência. O balanço é amplamente positivo. Era bom que o WEC se mantivesse por cá.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI





Rui
17 Abril, 2023 at 20:41
Faltou promoção, uma vez que não sendo F1 ou MotoGP a imprensa em geral dá destaque praticamente nulo (e do pouco que fala já é tarde).
É uma pena. Ainda assim muita gente pelo paddock e sobretudo no pit walk. Valeu a pena os 1400 kms.
NACT
17 Abril, 2023 at 22:15
Valeu a pena a deslocação mas esperava encontrar artigos das equipas à venda, miniaturas, livros, etc e disto nada, como já encontrei no Estoril. Percorri os vários espaços, bancadas, etc várias vezes e ao fim de algum tempo, a falta de assunto paralelo à corrida, torna a horas um pouco longas.
ARuiCosta
17 Abril, 2023 at 22:23
Concordo, também não encontrei nada…
ARuiCosta
17 Abril, 2023 at 22:20
Valeu a pena, acordar cedo, percorrer autoestradas e apanhar aviões para passar dois dias no mundo de Le Mans.
Os carros, para além de muito bonitos, têm um andamento espetacular, e mantêm um ritmo diabólico durante 6 horas, sempre com um barulho fantástico, em especial o V8 5.5l do Cadillac. Vamos ter a 100ª 24 horas de Le Mans das “antigas”.
O espaço do padock era bastante agradável, podendo-se ver pilotos e figuras importantes do mundo automóvel, sempre afáveis e simpáticos.
Mas nem tudo foi bom…
Os espectadores fazem parte das corridas e devem ser tratados com o carinho e respeito. A forma complicada de acesso às bancadas com constantes leituras de entrada e saída dos bilhetes (acredito que haja uma razão válida para tal), em especial à bancada principal com uma única porta de acesso, quase fazia com que se perdesse o arranque da prova depois de insistentemente terem pedido para encher a mesma para dar ideia de uma grande festa. A fila de espera era imensa, debaixo de um sol escaldante, quase no pico do calor, e com unicamente dois seguranças, uma com clara experiência e outro com mais dificuldade, acabando por atalharem na inspecção dos sacos/mochilas.
Depois foi o guarda-lamas largado na reta da meta que demorou bastante tempo a ser removido, sem que uma única bandeira amarela fosse mostrada. A forma como essa peça foi retirada, na minha opinião de quem vê corridas há quase 50 anos, foi das mais perigosas, não entendo porque não houve recurso a um Safety Car, ou mesmo um Virtual Safecty Car, para que a comissária pudesse retirar a peça com mais confiança e sobretudo mais segurança… correu bem, e fico muito contente por não ter visto algo mau…
Finalmente um apontamento para a organização e ofertas do catering com pouca variedade, e para alguma contenção nos preços praticados, em especial da água atendo ao calor que se fazia sentir.
NACT
17 Abril, 2023 at 22:36
Concordo. Paguei 2.5€ por uma garrafa de água que custa 36 centimos no supermercado…convenhamos que abusam. Numa próxima ocasião, não compro.
[email protected]
18 Abril, 2023 at 13:25
E atrás do bar na bancada lagos haviam 8 barris de cerveja cheios e no bar não havia maquina para tirar imperiais , preferiram vender aguas e coca colas e fantas a 2.5€ .
Jose Marques
18 Abril, 2023 at 9:29
Não sei se o AIA ainda recorre aos serviços da ACDME, dada a experiencia deles. Portugal é referencia mundial em formação de comissários de pista e temos também o nosso Eduardo Freitas como diretor de corrida e o piloto do safety car/medical car da FIA, o Bruno Correia.
V na TV e realmente achei muito demorada a retirada bem como o fato de não ter sido implementado algum tipo de segurança extra (safety Car ou bandeiras amarelas). Até estranho o próprio Eduardo Freitas ter aceite isso.
Quanto aos valores praticados nos itens básicos e também na dificuldade em entrar no autódromo, creio que infelizmente é normal dado que a organização no Algarve não espera grande afluência para os seus eventos e faz a gestão de recursos com base no histórico de ocorrências. Precisamos encontrar formas de levar o publico ao Algarve para encher essas bancadas (contudo o que aconteceu no acidente do Porsche até foi bom não ter tanta gente…) e tentar arranjar formas de amenizar os custos e motivar a deslocação. Eu creio que umas das premissas de fazer o autódromo foi pelo fato do Algarve ser tradicionalmente um destino de muitos ingleses e estes poderiam ser de certa forma os clientes assíduos, contudo isso não aconteceu e é muito triste ver uma infraestrutura dessas assim vazia… No ano de estreia do autódromo, estive por 3 ocasiões no AIA e onde teve mais publico foi precisamente no ELMS dada a quantidade de corridas no fim de semana, bem como a festa/concertos que fizeram no Paddock, levando muitas famílias da região para um programa de sábado a noite. No resto, meia dúzia de gatos pingados.
Lembro até quando o WRC ia ao Algarve e mesmo sendo do Norte, eu gostava muito das especiais na serra algarvia e baixo Alentejo e a vantagem que tinha é que podia ir para a stage praticamente a faltar 1 hora ou menos, dado que não havia congestionamentos nem dificuldade em estacionar, contudo a moldura humana fazia muita falta… os custos de deslocação/hospedagens são muito altos para o comum dos cidadãos.
Eu mesmo estou a trabalhar fora de Portugal pela segunda vez, dado que o meu país continua a empurrar os seus sucessores para fora e a chamar a classe alta mundial para viver em Portugal. Mais valia daqui a pouco tempo retirar o estatuto de país e transformar num principado e onde a população local seria servente dessas classes. Mas isto é outro assunto que não interessa abordar aqui.
ARuiCosta
19 Abril, 2023 at 0:14
Referente ao incidente da peça deixada na recta da meta, também estranhei como o Eduardo Freitas não acionou o Safety Car. Tenho esse senhor na melhor das considerações, não só por o que vejo nas provas internacionais, mas também como liderou a rampa da Falperra há dois anos, por exemplo. Com certeza que algo lhe escapou…
Em relação aos comissários do Estoril a minha opinião é a mesma: têm grande experiência como demontram as idas a Le Mans, ou como tive o privéligo de observar no último Estoril Classics
Rui
18 Abril, 2023 at 16:30
A leitura dos bilhetes deveria ser para que não entrassem 2 pessoas com o mesmo bilhete. É única justificação. Para isso faziam como em qualquer lado, como no Estoril e trocavam o bilhete por uma pulseira.
Esperava que existisse venda de artigos como existia na ELMS no Estoril, como existe na Exponor no Rali de Portugal mas não havia nada. Foi um ponto baixo.
A situação do guarda lamas no início foi incompreensível num campeonato do mundo.
...
18 Abril, 2023 at 7:36
Foi muito bom! Nem dei conta do fds passar…venha de lá a prova de 2024. O único reparo vai para o tempo de espera para sair do paddock e entrar na bancada principal antes da partida.
Jose Marques
18 Abril, 2023 at 8:59
O AIA realmente tem uma infraestrutura espetacular, contudo as corridas lá ainda continuam a ser um “luxo” para a maioria dos portugueses. Por acaso estou na Irlanda, mas se aí estivesse tentaria organizar um género de excursão para tentar amenizar os custos de deslocação e hospedagem.
Outra ideia que eu daria seria de tentar organizar a corrida ao sábado, pelo menos como aconteceu com as ELMS em 2008 que começou no fim da tarde e foi até de madrugada (dando ainda mais a ideia de Le Mans) ou então reduzir o tempo de prova de 6 para 4 horas. Já assisti a este campeonato em Interlagos em SP e quem estava comigo não aguentou nem 3 horas. Isto até para as pessoas que fazem uma deslocação maior, não chegarem a horas proibitivas a casa.
Canam
18 Abril, 2023 at 9:31
Um carro ir parar à bancada é potencialmente o pior acidente que pode ocorrer num autódromo. Grande azar ou talvez não só. Certamente haverá coisas a rever para que não se volte a repetir, uma vez que Portugal apenas tem esta pista e o Estoril para provas internacionais.
manuel moita
18 Abril, 2023 at 12:57
A organização deixou muito a desejar com o sistema de entrar e sair e voltar a entrar e ter que se ir pelo túnel de entrada das viaturas uma treta pois deviam de ter um controlo ao fundo da bancada para o túnel desse lado mas não tinhas se que vir a outra ponta e depois fazer todo o caminho ao sol uma parvoíce e também não existiam lojas de merchandise uma pobreza tirando os brindes da Porsche um autêntico deserto muito fraquinho não basta ter um dos Melhores Autódromo do Mundo
Rui
18 Abril, 2023 at 16:26
Não se percebe como não se passava da bancada Olhão para o Paddock. Para poupar um segurança?
Na bancada principal inferior julgo que só estava um wc (da entrada a funcionar). Pelo menos os 2 seguintes estavam encerrados.
jo baue
19 Abril, 2023 at 13:35
Farto de ver discussões nos forums estrangeiros sobre as bancadas desertas em Portimão. Por acaso algum forista tem números respeitantes aos bilhetes?