WEC, Monza: Toyota venceu, Filipe Albuquerque brilhou

Por a 18 Julho 2021 20:27

Mais uma corrida, mais uma vitória para a Toyota. À primeira vista parece simples mas foi uma corrida complicada para a marca nipónica. Filipe Albuquerque voltou a vencer em LMP2 e conseguiu o seu primeiro pódio à geral no WEC enquanto António Félix da Costa teve o azar do seu lado.

#7 venceu, mas não foi fácil

Quem olhar apenas para os números e para a tabela classificativa poderá pensar que foi uma corrida fácil para o Toyota #7 ( M. Conway / K. Kobayashi / J. Lopez). Foi o caso até a quarta hora de corrida, mas a partir daí as coisas complicaram-se. Depois de quatro horas a controlar confortavelmente as operações, o #7 parou em pista com um problema técnico, sendo Kobayashi o piloto de serviço nessa altura. O japonês teve de fazer reset à sua máquina e viu o Glickenhaus #709 (R. Dumas / F. Mailleux / R. Westbrook) passar para a frente, mas a necessidade de trocar de travões retirou o carro vermelho da luta, sobrando o Alpine #36 (A. Negrão / N. Lapierre / M. Vaxiviere) para a liderança, que durante toda a corrida não teve problemas mas apresentou um ritmo ligeiramente abaixo do desejado, sendo novamente prejudicado por um depósito de combustível pequeno em relação à concorrência, o que colocou em causa toda a estratégia. Perto do final da corrida um Full Course Yellow neutralizou a prova, com a Toyota a entrar nas boxes para a sua última paragem, O carro francês fez uma última paragem mais longa pouco depois, entregando assim a vitória ao Toyota #7, com o Alpine a contentar-se com o segundo posto e o #709 a terminar em quarto da geral, atrás do LMP2 #22.

Para o #8 foi uma tarde para esquecer. Brendon Hartley apanhou um susto no final da reta da meta e não conseguiu travar, ficando perto de colher um GT na curva 1. Os problemas técnicos sucederam-se para os líderes do campeonato, que ficaram definitivamente arredados da luta, terminando na última posição da geral.

Também para o Glickenhaus #708 (L. Derani / G. Menezes / O. Pl), chassis que fez a sua estreia, não foi um dia fácil. A corrida começou com problemas numa vela de ignição, o que levou o carro a uma paragem mais demorada. Mas os problemas técnicos sucederam-se e o carro apenas completou 90 voltas acabando por desistir

Foi assim mais uma vitória da Toyota, a primeira do #7 mas foi uma prova que deixou os fãs com curiosidade para Le Mans, a próxima do calendário. Se por um lado os Toyota são claramente os mais rápidos, a Alpine tem um carro mais fiável, um aspeto que se pode revelar fundamental em La Sarthe. Os Glickenhaus mostraram algum potencial mas também com algumas falhas técnicas e apenas com sorte poderão almejar algo mais na mítica prova francesa. 

Albuquerque limpou tudo em LMP2

Albuquerque falhou por pouco a pole, mas tratou de retificar as contas na corrida. Ele e os seus colegas de equipa fizeram uma prova brilhante, sem erros, sempre na frente. Phil Hanson fez o arranque e tratou de passar pelo #31 da WRT (R. Frijns / F. Habsburg / C. Milesi) logo na primeira curva. O Oreca #22 teve de ir para as boxes mais cedo, mas foi a única vez que perdeu o primeiro lugar. Depressa vimos o LMP2 da United regressar ao topo de onde nunca mais saiu. Uma vitória sem espinhas, neste regresso de Albuquerque ao WEC e o primeiro pódio à geral do português no mundial de endurance.

A segunda posição nesta categoria foi para a WRT que está a ter um espantoso ano de estreia nos LMP2. A equipa voltou a mostrar grande andamento e acerto, pelo que devem ser tidos em conta para Le Mans. Ficaram à frente do Oreca #29 da Racing Team Nederland que este fim de semana não contou com Giedo Van der Garde e Job Van Uitert, ambos com COVID, sendo substituídos por Nyck de Vries e Paul Loup Chatin, duas boas adições que cumpriram, dando a vitória na classe Pro/AM.

Para António Félix da Costa foi uma tarde para esquecer. Roberto Gonzalez começou a corrida e entregou o carro ao português na sexta posição, ficando o piloto luso encarregue da recuperação, algo que cumpriu. Félix da Costa foi subindo na tabela, não sem um par de sustos que o levaram à gravilha. Mas a meio da corrida um problema electrónico impediu a equipa de lutar pela vitória, numa altura em que o português já tinha chegado ao segundo posto. Uma tarde ingrata para a tripulação do #38. Nas três corridas até agora em LMP2 tivemos três vitórias portuguesas, o que certamente nos dá confiança para Le Mans.

Porsche #92 venceu mas suou em GTE-Pro 

Foi um grande fim de semana para o Porsche #92 (K. Estre / N. Jani) que fez a pole e venceu a corrida. Apesar de ter liderado a maioria da prova, as margens foram sempre diminutas para a concorrência, sendo que o Ferrari #51 (A. Pier Guidi / J. Calado) ainda liderou a corrida no recomeço após Safety Car, ainda no primeiro terço da corrida. Mas na paragem seguinte, o Porsche #92 regressou ao topo da tabela, que manteve até ao fim, sempre sob pressão do Ferrari, O Porsche #91 (G. Bruni / R. Lietz)  completou o pódio. Kevin Estre merece destaque por ser um dos pilotos de GT em melhor forma da atualidade. Ele, juntamente com Neel Jani estiveram novamente em grande e parece estar bem para Le Mans, mas os Ferrari mostraram também bom andamento pelo que se espera uma luta renhida. 

Ferrari #83 vence em GTE-AM, após recuperação fantástica

O Ferrari #83 ( F. Perrodo / N. Nielsen / A. Rovera) foi relegado para o fim da grelha devido a uma infracção técnica na qualificação, mas conseguiu uma recuperação fantástica e carimbou  a sua segunda vitória do ano.

A meio da corrida parecia que o Aston da TF Sport tinha tudo para vencer, mas o pneu dianteiro direito cedeu o que danificou sobremaneira o carro que ficou algum tempo parado nas boxes. O #83 foi subindo na classificação até se instalar no primeiro, mas a luta pelos restantes lugares no pódio durou até ao fim com Augusto Farfus a colocar o Aston #98 ( P. Dalla Lana / A. Farfus / M. Gomes) na segunda posição mesmo ao cair do pano, com o Aston #777 da D’Station Racing ( S. Hoshino / T. Fujii / A. Watson) a fechar o top 3. 

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Um comentário

  1. Scb

    19 Julho, 2021 at 11:07

    Falta referir que o Toyota vencedor se safou com um aviso por uma das últimas paragens na box. Se fosse castigo….Em Le Mans pode ser que todos os carros novos tenham problemas e a vitória acabe para o Alpine (que no fundo é um LMP2 com motor diferente).

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