O facto da Porsche ter avançado mais cedo com o seu LMDh do que a maior parte dos construtores dos novos carros que vão marcar o futuro próximo da classe rainha do campeonatos de resistência da IMSA poderá não significar qualquer vantagem competitiva por causa dos desafios que os germânicos tiveram de ultrapassar numa fase precoce do desenvolvimento do 963, garantiu o responsável da Porsche Urs Kuratle.
Fazendo a estreia em Daytona ainda este mês, a fiabilidade dos novos LMDh é uma das incógnitas durante a prova de 24 horas. E os carros operados pela Penske poderiam, em teoria, ter vantagem por terem mais tempo de desenvolvimento, mas a Porsche não está assim tão confiante, visto que tiveram uma acentuada curva de aprendizagem em diversos sistemas e particularmente o motor elétrico da Bosch, demonstrou ser um desafio difícil.
“Tivemos problemas com o motor elétrico, o MGU da Bosch. Não quero apontar o dedo à Bosch, mas essa foi a peça que nos deu muitas dores de cabeça durante o verão”, afirmou Kuratle, citado pelo Motorsport-Total.com. O responsável admitiu que tudo está resolvido, mas salientou que o projeto da Porsche foi pioneiro e “eliminou muitos problemas. Quando os outros construtores começaram a testar os seus carros, tivemos acesso a mais dados e pudemos testar mais. Quando estávamos sozinhos, estávamos realmente bastante isolados.”
Maurizio Leschiutta, líder do projeto LMDh da BMW confirmou que a “Porsche estava em melhor posição” para iniciar o programa de LMDh mais cedo do que os restantes construtores, acrescentando que a “BMW está muito satisfeita com a forma como tudo funcionou e com o que a Porsche nos deu a todos”. Isto porque o sistema híbrido é uniforme para todos os construtores, como recordou também Laura Wontrop Klauser, responsável pelo programa da GM Motors, afirmando que “este programa levou-nos a trabalhar juntos entre equipas, até mesmo entre os fabricantes”.
Para Kuratle o verdadeiro teste “está em Daytona. Primeiro temos que a ultrapassar. Estamos todos no mesmo barco com esses carros novos. Aquele que conseguir passar sem grandes problemas, estará na frente”.










