WEC: Handicaps para Fuji irão atrasar os Toyota

Por a 17 Setembro 2019 16:30

O novo sistema de Handicaps entrará já em acção na segunda ronda do campeonato do mundo de endurance, em Fuji. O sistema utilizado este ano para permitir uma maior homogeneidade nas performances começará já a sentir-se e os Toyota, sem surpresa, serão os mais afectados.

O carro #7 de Kamui Kobayashi, Mike Conway e Jose Maria Lopez irá ser mais lento 1.4 seg. por volta em Fuji. Esse atraso será conseguido graças à redução da energia híbrida disponível por volta e a do combustível que poderão usar. O #7 passará de 4.15 Megajoules de energia por volta para 3.02 através do sistema híbrido, de 46.4MJ para 44.3MJ pelo sistema de combustão e a quantidade de combustível será reduzida de 35.1kg para 33.5kg. 

O carro #8 será um segundo por volta mais lento enquanto o Ginetta #5 ficará 0.66 seg. por volta mais lento. O carro #1 da Rebellion será 0.03 seg. por volta mais lento e o carro #6 da Ginetta não será penalizado por ser considerado a referência para este sistema.

Outra das novidades na Ginetta será a estreia de Luca Ghiotto no endurance. O piloto de F2 que tem feito uma época positiva irá competir no carro #5 com Ben Hanley e Egor Orudzhev. Charlie Robertson irá mudar-se para o #6 enquanto Chris Dyson com compromissos nos EUA irá adiar a sua estreia no WEC para a ronda chinesa em Xangai.

“Estamos muito satisfeitos que o Luca possa juntar-se a nós no Japão, ele é um verdadeiro talento e gostou do carro no Prologue, mas não conseguiu juntar-se à equipa em Silverstone, pois tinha uma prova de F2”, disse o proprietário da equipa LNT, Lawrence Tomlinson.

“A combinação do seu talento com o do Ben e do Egor ajudará a desbloquear ainda mais potencial do Ginetta AER num circuito que se adapta a um carro com boa velocidade de ponta. E com três pilotos muito bons no # 6 Ginetta AER, estaremos à procura de um resultado muito forte.”

Para Ghiotto o maior desafio será aprender a pista, pois é a primeira vez em Fuji. O piloto está interessado em continuar a correr no WEC e daqui para a frente não haverá mais sobreposições com a F2, o que poderá facilitar o regresso do italiano para outras provas.

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Lisboa
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Lisboa

Eu sei que os sistemas de Handicap, BOP e de Lastro, não são novidade, mas porra, já metem nojo.

Eu sempre aprendi, que os piores, têm de melhorar para igualar os melhores, mas no mundo da competição automóvel, é precisamente o oposto.

É como se um professor não permitisse o melhor aluno ter boas notas, porque há um aluno que não quer estudar.

Como querem estes energúmenos atrair os grandes construtores, se depois os vão limitar e estrangular?

Imitem o MotoGP, ajudem os piores, com diferentes pneus, com mais motores, com mais testes, não façam o oposto.

jcmr
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jcmr

completamente de acordo – é uma fantochada de uma ponta à outra; agora até carros iguais têm handicaps diferentes, só podendo concluir que tb estão a atribuir BOP sobre os pilotos !!!! …

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