WEC, Fuji: Toyota domina, Félix da Costa no pódio e Henrique Chaves vence

Por a 11 Setembro 2022 10:52

Em casa, a Toyota dominou e venceu as 6h de Fuji, a penúltima ronda do campeonato do mundo de resistência. Com uma exibição sem mácula e um ritmo claramente superior ao do resto da concorrência, a Toyota deixou tudo em aberto para a última jornada do ano. Nas contas dos portugueses, António Félix da Costa foi segundo, num bom resultado para as contas do título e Henrique Chaves ajudou à vitória no Aston Martin #33 da TF Sport que também está agora mais perto do título.

Hypecar

O Alpine #36 (A. Negrão / N. Lapierre / M. Vaxiviere) foi afetado com uma mudança do BoP que não favoreceu na luta com a Toyota. Os líderes do campeonato de pilotos (Toyota lidera nos construtores) tentavam manter alguma vantagem sobre os Toyota, especialmente do carro #8 (S. Buemi / B. Hartley / R. Hirakawa), mas com o decorrer do fim de semana foi fácil de entender que tal seria tarefa muito complicada. A pole foi para o carro #7 (M. Conway / K. Kobayashi / J. Lopez), mas a vitória acabou por sorrir à tripulação do #8.

O #7 liderou a primeira hora de corrida, mas com o #8 sempre à distância de poder atacar, até que a Toyota proporcionou uma troca de posições, com o #8 a ir para a frente do pelotão. A partir daí, a distância entre os dois carros foi aumentando e a Toyota, que não teve problemas nos seus protótipos, acabou por vencer com naturalidade.

A Alpine teve assim de se contentar com o terceiro lugar do pódio deixando a decisão para a última do ano. Foi uma corrida sem problemas por parte dos franceses mas também sem ritmo para conseguirem acompanhar os nipónicos.

Já do lado da Peugeot foi mais um fim de semana de aprendizagem. Depois de uma qualificação em que o ritmo não foi o melhor, na corrida, os carros voltaram a ter problemas, mas desta vez ambos conseguiram ver a bandeira de xadrez. O ritmo inicial até chegou a entusiasmar, longe de conseguirem chegar aos Toyota, mas na luta por um lugar no pódio. Praticamente a meio da corrida o carro #93 (P. Di Resta / M. Jensen / J. Vergne) teve uma fuga de óleo que custou 13 voltas à marca francesa e o #94 (L. Duval / G. Menezes / J. Rossiter) apresentou um problema similar que demorou menos tempo a resolver.

A vitória da Toyota foi clara e indiscutível e veremos qual será o desfecho do campeonato. Com a Alpine a fazer um bom trabalho, levando um carro que é tecnicamente inferior (embora competitivo) a lutar até ao fim pelo título. Para a Peugeot foi mais um fim de semana com dores de crescimento, normais nesta fase do projeto.

LMP2 – Faltaram 4 minutos a Félix da Costa

As lutas em LMP2 foram intensas, com muitas trocas de posições. Roberto González fez o arranque e nas lutas das primeiras voltas não conseguiu segurar a liderança. Seguiram-se muitas lutas e muitas trocas de posição, mas na derradeira hora, o #38 (R. Gonzalez / A. Da Costa / W. Stevens) estava na liderança e assim ficou até o relógio dizer que faltavam 4 minutos para o fim da prova. O esforço para esticar o stint final não resultou e Will Stevens, foi obrigado a parar e fazer um “splash and dash”, que entregou definitivamente a vitória ao carro #31 da WRT (S. Gelael / R. Frijns / D. Vanthoor), que pareceu sempre um dos mais fortes candidatos, com o #38 a ficar em segundo e o #28 (O. Rasmussen / E. Jones / J. Aberdein) em terceiro, com dois carros da JOTA no pódio depois de o #28 ter sido abalroado no início da corrida pelo carro #45 da Algarve Pro Racing (S. Thomas / J. Allen / R. Binder). Com esse toque e uma penalização pelo incidente o carro da equipa portuguesa ficou no último lugar dos LMP2 conquistando ainda assim o pódio nos Pro Am. A vitória nesta categoria sorriu ao #83 da AF Corse (F. Perrodo / N. Nielsen / A. Rovera). Para Filipe Albuquerque foi uma tarde complicada e o #22 (P. Hanson / F. Albuquerque / W. Owen) não conseguiu melhor que o sétimo lugar, sem conseguirem concretizar a recuperação prometida.

LMGTE Pro

Se nos Hypercar foi a Toyota a dominar, nos LMGTE Pro foi a Ferrari a ser melhor em toda a linha. A batalha inicial Porsche vs Ferrari durou pouco, com o Ferrari #51 (A. Pier Guidi / J. Calado) a lutar com o Porsche #92 (M. Christensen / K. Estre). Mas a luta durou pouco e a Ferrari passou para a frente da corrida e a única dúvida que se instalou foi qual dos dois Ferrari levaria a melhor. Foi mesmo o #51, com o #52 (M. Molina / A. Fuoco)a não ficar nada longe, numa luta intensa. O #92 teve de se contentar com o último posto do pódio, seguido do #91 (G. Bruni / R. Lietz), penalizado por exceder limites de pista. O Corvette #63 (T. Milner / N. Tandy) terminou na última posição dos LMGTE Pro, com uma penalização por limites de pista e um stint mal calculado que fez o C8.R ficar sem combustível no início da via das boxes, o que obrigou os mecânicos a empurrar o carro até à box.

LMGTE AM

Depois do grande susto em Monza, Henrique Chaves voltou a vencer no WEC. O piloto luso da tripulação do Aston Martin #33 festejou a vitória depois de uma primeira metade de corrida em que as lutas foram quentes, mas na segunda metade. O #33 (B. Keating / H. Chaves / M. Sørensen) conseguiu instalar-se na liderança, que conseguiu manter até ver a bandeira de xadrez. Levou a melhor sobre o Ferrari #85 da Iron Dames (R. Frey / M. Gatting / S. Bovy), com o #777 da D’Station Racing (S. Hoshino / T. Fujii / C. Fagg) a completar o pódio. Com este resultado os homens do #33 consolidaram a liderança e vão para a última prova com aspirações de lutar pelo título. Henrique Chaves não poderá ser campeão, pois faltou à primeira corrida, mas ajudar neste feito será também um bom resultado para o piloto luso.

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