24h Le Mans, Hypercar: Conseguirá a Toyota materializar o favoritismo?
Um total de 62 máquinas, divididas por cinco categorias irão para a pista em busca da glória, que no traçado francês pode ser atingida de várias formas. Estar entre os escolhidos desta prova já é um prémio, terminar é um prémio ainda maior e vencer… é provavelmente um dos maiores feitos que um piloto pode almejar. Mas esta história cruza-se com outra, o WEC, mundial de resistência FIA que em França fará a sua quarta jornada. Há muitas novidades para esta edição e a mais visível será a presença de público. Depois da edição 2020 sem público, os fãs poderão voltar a ver os carros ao vivo. Não se espera a habitual enchente e o recinto verá a sua capacidade limitada a 20% do habitual, ou seja, apenas 50 mil poderão ver de perto as emoções da prova.
É também a estreia dos Hypercars em Le Mans. A nova era do endurance chega finalmente à sua casa espiritual, e os novos bólides da Toyota e da Glickenhaus enfrentarão pela primeira vez as exigências da prova. É um grande passo pois a expectativa em torno dos novos regulamentos e da convergência com o IMSA é grande e poderá dar-nos uma das melhores eras de sempre do endurance, com um número incrível de marcas envolvidas, variedade nas máquinas e uma competição que se espera equilibrada e emocionante. Le Mans será uma espécie de entrada, numa receita ainda cozinhada a lume brando e sem o sabor que o prato principal promete. Com apenas cinco carros na categoria principal não veremos lutas com o calibre que vimos outrora mas a incerteza, essa, é ainda grande.
A Toyota foi a primeira a comprometer-se com o regulamento Hypercar, a primeira a apresentar o carro e a primeira a vencer uma corrida de endurance com esta regulamentação. Tem uma equipa experiente, que compete desde 2012 na prova francesa, tendo dominado o WEC e Le Mans desde 2018. Contra si tem uma Glickenhaus que enfrenta pela primeira vez Le Mans, um desafio completamente novo, com um carro também ele novo e ainda em fase de crescimento e uma Alpine, que apesar de conhecer bem Le Mans é a primeira vez que participa na categoria de topo com um LMP1. No papel a vitória cairá facilmente para a Toyota. O GR010 é uma máquina muito mais preparada para os rigores desta prova, em relação ao Glickenhaus 007, tendo a vantagem do sistema híbrido que permite uma gestão de combustível mais aprimorada. Mas estas máquinas têm um grande handicap. É a primeira vez que visitam La Sarthe e a fiabilidade não está ainda nos níveis desejados. Do lado da Glickenhaus há ainda muito trabalho para tornar o 007 num carro competitivo e do lado da Toyota temos visto algumas falhas que podem ser motivo de preocupação para a marca nipónica. Do lado da Alpine (apenas um carro em pista), o Oreca LMP1 é já um carro com muitos quilómetros de competição e é provavelmente o carro mais fiável, já com muitas provas dadas. Têm a desvantagem de não poder igualar a Toyota no número de voltas por stint, sendo que à hora que este artigo é escrito, o BoP aplicado faz com que o Alpine faça menos uma volta por stint que o Toyota, uma desvantagem à primeira vista comprometedora, mas que não afeta as aspirações da Alpine em poder desafiar a Toyota pela vitória. Assim teremos uma espécie de David contra Golias, em que a Toyota, com dois carros novos, com uma estrutura superior e com toda a tecnologia do seu lado, será enfrentada pela Alpine, uma estrutura privada, com apoio da marca, pela primeira vez na categoria de topo com um carro mais simples, menos capaz, mas que poderá ter uma palavra a dizer. Se a fiabilidade ditar o desfecho desta prova, poderemos ter uma surpresa. Do lado da Glickenhaus muito dificilmente este não será mais do que um teste valioso para o futuro… mas em Le Mans nunca se sabe.
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Speedway
19 Agosto, 2021 at 13:21
Os problemas de fiabilidade sim, podem ser um grande handicap para a Toyota.E se olharem para o passado esse fantasma tem-nos realmente atormentado e várias vitórias em La Sarthe foram deitadas pela janela fora por via disso.( aquela a poucos minutos das 2 da tarde fatalmente tem de marcar!).
Terão razões para receio,principalmente se o carro for obrigado a puxar muito.
José Pereira
19 Agosto, 2021 at 18:49
Penso que Toyota vai ser a favorita sem dúvida. E se a fiabilidade é um dos segredos desta prova, a Toyota nem tem de puxar muito, tal é a quantidade de adversários( muito aquém) como a velocidade de uns, e a inexperiência de outros, vão pela primeira vez competir neste tipo de prova