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IMSA, 24h Daytona, Filipe Albuquerque: Chegar, ver e vencer | AutoSport

IMSA, 24h Daytona, Filipe Albuquerque: Chegar, ver e vencer

Por a 1 Fevereiro 2021 13:30

Quem viu o desenrolar das 24h de Daytona não pôde deixar de ficar com a sensação que Filipe Albuquerque já se impôs de forma clara na equipa.

A Wayne Taylor Racing assumiu um novo desafio com a aposta num novo carro, o Acura AXR-05, máquina que permitiu a conquista do título por duas vezes à Team Penske. Albuquerque chegou para fazer dupla com Ricky Taylor durante a época toda, Alex Rossi para as provas longas e Hélio Castroneves para Daytona. Estes três pilotos era a tripulação do #7 da Team Penske no ano passado. Ou seja o português era um pouco o “outisder” e aquele que menos conhecia o carro.

Mas cedo esse rótulo foi esquecido e a preponderância de Albuquerque na equipa fez se sentir. Qualificou para a corrida que definia a grelha de partida, fez as duas primeiras largadas do ano e esteve no carro nos momentos cruciais da prova. Foi ele que passou para frente da prova a meio da corrida, foi ele que aguentou os ataques sucessivos no final. O #10 esteve perfeito, e todos os pilotos cumpriram o seu papel de forma impecável, mas foi o extra que Albuquerque deu que fez a diferença.

“Foi realmente intenso”, disse Ricky Taylor no fim do seu último turno de condução. “Não tinha a certeza de como o meu corpo iria reagir ao fim de quatro stints e meio, por isso disse para o Filipe entrar mais cedo do que mais tarde. As condições mudaram rapidamente com um vento de 10mph, por isso seria melhor para Filipe ter tempo para se habituar ao carro. É a sua primeira vez neste carro, e ele tem sido absolutamente espantoso”.

Taylor teve a opção de ficar no carro até o final, mas decidiu ceder o lugar ao seu colega de equipa: “Ele é uma super estrela, venceu no campeonato do mundo no ano passado e sempre foi o piloto que quisemos ter no carro. Não podia ter pedido um melhor colega de equipa. Ele tinha toda a pressão do mundo em cima de si, mas aguentou como um campeão.”

Se a primeira impressão é a mais duradoura, a que Albuquerque deixou na sua primeira corrida com a WTR foi espantosa. Se mais provas eram precisas da qualidade e talento do português, depois de uma época a um nível estratosférico, em Daytona essas provas foram dadas. Com várias marcas a iniciarem projetos para o endurance, o telefone do português irá certamente receber mais chamadas nos próximos meses.

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@00@
3 meses atrás

Já aqui o afirmei por diversas vezes. O Filipe Albuquerque é o melhor piloto portuguès da actualidade. E não tem nada a ver com a questão das vitórias ou títulos. Simplesmente ele anda sempre bem em qualquer carro de qualquer categoria em que se envolva. E imagino que a maior parte das equipas por onde passa tèm absoluta certaza disso mesmo. Acredito que sim, irá estar numa equipa de topo dos hipercarros. Perto do nível dele apenas vejo o Álvaro Parente, com uma consistência e constância absolutamente extraordinárias.

JP INAU
JP INAU
Reply to  João Pires Antunes
3 meses atrás

Sem dúvida. Em termos de consistência de corrida, comparo o Filipe ao Lamy em termos nacionais, e ao Tom Kristensen em termos mundiais, tem a vantagem ainda de ser um piloto mais veloz que qualquer deles. O Parente é sem dúvida um piloto do mesmo nível, que não teve aquele momento de sorte que o Filipe teve quando o Dr. Ullrich viu a RoC e acreditou nele. Ambos têm trabalhado muito duro e são pilotos do mesmo nível, muito elevado, porque seja qualquer a equipa onde estiveram integrados, sempre fizeram a diferença. Dois geniais pilotos de rodas tapadas, que têm… Ler mais »

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