Quem viu o desenrolar das 24h de Daytona não pôde deixar de ficar com a sensação que Filipe Albuquerque já se impôs de forma clara na equipa.
A Wayne Taylor Racing assumiu um novo desafio com a aposta num novo carro, o Acura AXR-05, máquina que permitiu a conquista do título por duas vezes à Team Penske. Albuquerque chegou para fazer dupla com Ricky Taylor durante a época toda, Alex Rossi para as provas longas e Hélio Castroneves para Daytona. Estes três pilotos era a tripulação do #7 da Team Penske no ano passado. Ou seja o português era um pouco o “outisder” e aquele que menos conhecia o carro.
Mas cedo esse rótulo foi esquecido e a preponderância de Albuquerque na equipa fez se sentir. Qualificou para a corrida que definia a grelha de partida, fez as duas primeiras largadas do ano e esteve no carro nos momentos cruciais da prova. Foi ele que passou para frente da prova a meio da corrida, foi ele que aguentou os ataques sucessivos no final. O #10 esteve perfeito, e todos os pilotos cumpriram o seu papel de forma impecável, mas foi o extra que Albuquerque deu que fez a diferença.
“Foi realmente intenso”, disse Ricky Taylor no fim do seu último turno de condução. “Não tinha a certeza de como o meu corpo iria reagir ao fim de quatro stints e meio, por isso disse para o Filipe entrar mais cedo do que mais tarde. As condições mudaram rapidamente com um vento de 10mph, por isso seria melhor para Filipe ter tempo para se habituar ao carro. É a sua primeira vez neste carro, e ele tem sido absolutamente espantoso”.
Taylor teve a opção de ficar no carro até o final, mas decidiu ceder o lugar ao seu colega de equipa: “Ele é uma super estrela, venceu no campeonato do mundo no ano passado e sempre foi o piloto que quisemos ter no carro. Não podia ter pedido um melhor colega de equipa. Ele tinha toda a pressão do mundo em cima de si, mas aguentou como um campeão.”
Se a primeira impressão é a mais duradoura, a que Albuquerque deixou na sua primeira corrida com a WTR foi espantosa. Se mais provas eram precisas da qualidade e talento do português, depois de uma época a um nível estratosférico, em Daytona essas provas foram dadas. Com várias marcas a iniciarem projetos para o endurance, o telefone do português irá certamente receber mais chamadas nos próximos meses.












