Fórmula E: A grelha da época 2021/2022

Por a 29 Novembro 2021 15:15

Começou hoje a época 2021/2022 da Fórmula E com uma grelha renovada e várias mudanças. A Fórmula E vive tempos de mudança e isso é notório. Passamos em revista as duplas escolhidas pelas equipas.

A Fórmula E entra no último ano da Gen 2, com os novos carros a entrarem em cena no final de 2022, no que se espera ser mais um passo a nível tecnológico e de espetáculo. Uma mudança profunda pela qual ainda teremos de esperar. Mas este ano, já vimos várias mudanças na grelha com trocas e saídas assim como permanências. Eis os alinhamentos para esta época:

Mercedes: Nyck de Vries & Stoffel Vandoorne

Em equipa que ganha não se mexe. A Mercedes tem uma das melhores duplas da Fórmula E aliando juventude e talento. Nyck de Vries vai defender o seu título de campeão do mundo, mas a tarefa não será fácil, num dos campeonatos mais exigentes e competitivos do automobilismo. Stoffel Vandoorne vai tentar repetir o feito do seu colega de equipa e tem todos os meios para isso. Uma excelente dupla numa equipa que provou em pouco tempo ser capaz de vencer e por isso candidata a repetir as conquistas do ano passado.

Jaguar: Mitch Evans & Sam Bird

Será que é desta? A Jaguar é uma das marcas que mais tem apostado na Fórmula E, mas o sucesso tem demorado a chegar. No ano passado mostraram finalmente capacidade para se bater com as melhores equipas, mas o azar voltou a ser companheiro de percurso. Sam Bird é um dos mais experientes pilotos do campeonato e o único a conseguir vencer em todas as épocas em que participou. O seu CV e a qualidade que tem evidenciado talvez já merecessem um título, mas este tem-se esquivado de Bird. No ano passado a adaptação à nova equipa correu sem problemas e tem mais uma oportunidade de tentar ser feliz. Mitch Evans é o homem da casa, que cresceu com a equipa e também um forte candidato ao título. Já mostrou que tem potencial para vencer e vai tentar confirmar esse potencial este ano.

DS Techeetah: António Félix da Costa & Jean-Eric Vergne

Os campeões querem o seu cetro de volta. Uma das equipas mais fortes do campeonato teve um 2021 difícil, com a chegada de uma unidade motriz nova a meio da época e problemas no desgaste excessivo dos pneus traseiros. Há mudanças internas com uma reestruturação (necessária, olhando aos rumores que foram chegando) e vontade redobrada de voltar aos títulos. Vergne é o único bicampeão da competição, mas desde a chegada de Félix da Costa que tem sido relegado para um papel secundário fruto das boas exibições do português. Este ano quer voltar a ser a estrela mas tem de enfrentar AFC. A mudança da BMW para a DS foi a decisão certa e o Félix da Costa cresceu na sua atual equipa. O campeão de 2020 está determinado em deixar a sua marca e para isso beneficiará de um formato de qualificação mais justo, ele que foi dos poucos a estar sempre no Famoso Grupo 1 da qualificação. A melhor dupla do campeonato? Provavelmente. Difícil será gerir os dois egos.

Envision: Robin Frijns & Nick Cassidy

As equipas que terminaram nas melhores posições não mudaram os alinhamentos. A Envision, que deixou de ter a Virgin do seu lado, também manteve a dupla de pilotos, decisão aparentemente acertada. Frijns é um grande talento e no ano passado esteve na luta pelo título e já mostrou que tem capacidade para lutar pelos melhores lugares. Já Cassidy foi estreante no ano passado e depois da habitual fase de adaptação mostrou potencial e bom resultados. É uma dupla interessante, talvez não tão forte quanto as acima referidas, mas que permite à equipa apontar a bons resultados ainda assim.

Andretti: Jake Dennis & Oliver Askew

Revolução. A BMW saiu e ficou a estrutura americana que se manteve em competição, com um piloto do ano passado e uma novidade. Dennis estreou-se na temporada transata e depois de um arranque titubeante conseguiu mostrar que pode ser um dos bons talentos deste campeonato. O potencial é claro e a equipa manteve-o por isso mesmo. Oliver Askew é uma novidade, estreante este ano, vencedor da Indy Lights em 2019. Terá de enfrentar uma realidade muito diferente da que está habituada e isso pode levar o seu tempo. É uma dupla muito jovem, numa equipa que terá agora de voltar à fórmula anterior (antes da entrada da BMW), numa altura em que está muito mais consolidada e preparada. Um dos pontos de interesse deste ano, ver como a equipa se apresenta sem o construtor germânico ao seu lado.

Venturi: Lucas di Grassi & Edoardo Mortara

Uma das equipas que pode dar que falar este ano. A Venturi tem vindo a evoluir de forma positiva e no ano passado Mortara chegou a liderar o campeonato. Este ano com a entrada de Di Grassi para o lugar do muito inconstante Norman Nato, há um upgrade claro na dupla de pilotos que pode permitir à equipa dar mais um salto competitivo. O brasileiro sabe como uma equipa de topo funciona, é exigente e pode levar a equipa para outro nível. Uma boa aposta da equipa que recebe um campeão e o piloto que desde o início esteve envolvido na competição 100% elétrica.

Porsche: Andre Lotterer & Pascal Wehrlein

O ano passado foi de alguma desilusão por parte da Porsche. Esperava-se mais da equipa alemã que não mostrou argumentos para lutar pelos lugares da frente, pelo que este ano será decisivo para entender se a marca pretende manter a aposta ou olhar para outro lado, como têm feito as outras marcas germânicas. Quanto à dupla de pilotos, no papel é de grande qualidade, mas na prática no ano passado vimos pouco. Wehrlein foi o mais consistente enquanto Lotterer fez uma péssima época e desde a sua entrada na Fórmula E ainda não mostrou a qualidade que vimos noutras competições. Será que a Porsche consegue mostrar mais este ano?

Mahindra: Alexander Sims & Oliver Rowland

A Mahindra está decidida em dar o salto e foi das primeiras marcas a confirmar a presença na Gen3. O ano passado não correu de feição, apesar de alguns bons resultados conseguidos. Manteve-se Sims, que curiosamente teve uma época apagada, mas o seu conhecimento e feedback terá sido valorizado em comparação ao de Alex Lynn que deixou a equipa este ano. Rowland, um dos pilotos mais rápidos da grelha muda-se da Nissan (teoricamente uma estrutura mais forte) para a equipa indiana, numa mudança surpreendente. Rowland é rápido mas errou muito em 2021 o que comprometeu vários bons resultados. Uma mudança interessante a ser acompanhada com atenção.

Dragon/Penske: Sérgio Sette Câmara & Antonio Giovinazzi

A equipa americana manteve o brasileiro Sette Câmara que foi uma das boas surpresas do ano passado, com boas prestações e um potencial muito interessante para o futuro. Será ele o responsável por levar a equipa para a frente, enquanto Giovinazzi se adapta a sua nova realidade, agora fora da F1. Os holofotes estarão sobre o piloto italiano que começa uma nova etapa da sua carreira.

NIO: Oliver Turvey & Dan Ticktum

A NIO manteve Turvey, um dos pilotos mais subvalorizados da grelha, mas o seu contributo para a equipa é inestimável pelo que teria de ser mantido para que a equipa tente sair do fim do pelotão. Ao seu lado terá o jovem Ticktum, um talento que desperdiçou várias oportunidades fruto da sua postura nem sempre adequada. Conseguirá o britânico levar a sério este novo capítulo e dar finalmente asas ao seu talento?

Nissan e.dams: Maximilian Günther & Sébastien Buemi

Maximilian Günther trocou a Andretti para ser colega de equipa de Sebastien Buemi na Nissan e.dams, substituindo Oliver Rowland. A carreira de Günther na disciplina começou em 2018 e desde aí, a Nissan é a sua terceira equipa. Junta-se a um dos primeiros campeões da série e um dos pilotos que compete desde a temporada 1 da Fórmula E, Sebastien Buemi.

Günther terminou a época passada no 16º lugar, apenas com uma vitória, enquanto  Buemi teve a sua pior temporada de sempre. O piloto suíço terminou em 21º lugar com apenas 20 pontos. Ainda foi  desclassificado por duas vezes e o melhor lugar em corrida que conseguiu, foi o quinto posto na terceira corrida do ano em Roma. 

Em teoria, a Nissan é uma das estruturas a ter em conta, mas precisam de melhorar bastante desde 2020/2021. 

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Um comentário

  1. Cágado1

    29 Novembro, 2021 at 17:24

    Atão e a Nissan? Desistiram?

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