A vigésima época do DTM marca o início de uma nova era. A introdução da regulamentação Class One é o grande destaque de um campeonato que, apesar de muito apelativo para os fãs, passou por alguns momentos de indefinição.
O uso de regulamentos comuns com os Super GT japoneses irá permitir no futuro que marcas possam competir no DTM e nos Super GT e quem sabe não será este o inicio de um possível campeonato unificado. Este ano teremos carros do DTM e dos Super GT a competirem na mesma pista, com Nissan, Lexus e Honda a trazerem um carro cada, para a ronda final do DTM, sendo que os europeus também visitarão o Japão na última ronda do campeonato de Super GT em Fuji de 23 a 24 de Novembro.
A nível técnico uma das maiores diferenças no DTM é a introdução de um motor turbinado (2L de quatro cilindros em linha com 620 Cv), algo que não acontecia desde 1987. A aerodinâmica foi repensada e simplificada com destaque para a grande asa traseira de um elemento apenas. Além do já habitual DRS foi criado um botão “Push to Pass” que acrescentará mais 30Cv aos carros.
O formato do fim de semana manter-se-á com duas corridas por jornada, mas agora com um número fixo de voltas em vez corridas limitadas por tempo, com opção de adição de mais três voltas em caso de Safety Car.
Quanto às marcas presentes, a saída da Mercedes foi colmatada pela chegada da Aston Martin. Temos também o surgimento de equipas cliente (para aumentar a grelha) como o caso da WRT que usará o Audi RS5 Turbo DTM. A BMW não terá equipas cliente com o seu M4 Turbo DTM.
A Audi não apresenta grandes novidade no seu alinhamento mantendo Nico Muller, Robin Frijns, Loïc Duval, Mike Rockenfeller, René Rast e Jamie Green. A WRT, como equipa privada terá uma dupla muito jovem com Pietro Fittipaldi e Jonathan Aberdein.
A BMW terá apenas seis carros em pista (não encontrou uma equipa privada interessada em entrar no campeonato). Bruno Spengler, Timo Glock, Marco Wittmann, Phillip Eng e Joel Ericsson mantém-se do ano passado e Sheldon Van Der Linde faz a sua estreia no DTM, substituindo Augusto Farfus.
A Aston Martin apresenta um alinhamento interessante para a sua estreia com Paul di Resta, Daniel Juncadella, homens que já conhecem o campeonato. A eles juntam-se Ferdinand Habsburg e Jake Denis, dois jovens cheios de talento.
Quanto ao calendário há duas novidades. Assen e Zolder entraram na agenda deste ano , tendo “caído” Zandvoort.
O DTM começa um novo ciclo que se espera no mínimo tão emocionante quanto os anteriores. As novas máquinas são mais leves, mais rápidas e atingirão velocidades superiores às do ano passado. Um novo desafio para os pilotos e equipas e o começo de um novo capítulo na história do Deutsche Tourenwagen Masters
Calendário:
4 e 5 de Maio Hockenheim
18 e 19 de Maio Zolder
8 e 9 de Junho Misano
6 e 7 de Julho Norisring
20 e 21 de Julho Assen
10 e 11 de Agosto Brands Hatch
24 e 25 de Agosto Lausitz
14 e 15 de Setemrbo Nurburgring
5 e 6 de Outubro Hockenheim








