Com apenas seis Dakar disputados nos automóveis, Ricardo Leal dos Santos tem-se vindo a afirmar com um dos valores emergentes no TT internacional. Com um impressionante registo de regularidade, antevê-se um futuro auspicioso para a sua carreira e os rasgados elogios de Sven Quandt, Stéphane Peterhansel e ainda por Etienne Lavigne, não são mais do que o reconhecimento pelo feito alcançado por Ricardo Leal dos Santos e Paulo Fiúza.
Conseguiram realizar a prova sem cometer grandes erros, logo num Dakar bastante duro e difícil, assegurando uma classificação onde, por via do papel que lhes estava destinado, era difícil exigir melhor: “O balanço é extremamente positivo. A minha escola é o todo o terreno. Não tenho qualquer experiência de ralis, nem temporadas intensivas no TT. Guiei um carro fantástico ao qual me fui adaptando. Estava proibido de cometer excessos e achava que à nossa frente apenas poderiam ficar pilotos da VW e da BMW. Tudo isso se concretizou no final da prova, só posso estar feliz. Este foi um primeiro passo; agora em conjugação com a BMW X-raid iremos ver o que se segue”, destacou Ricardo Leal dos Santos.
Ricardo Leal dos Santos é o terceiro português a terminar um Dakar no Top 10. Duarte Guedes iniciou um ciclo que começou na década de 90. Carlos Sousa destacou-se na década seguinte, enquanto que o atual piloto da BMW se apresenta agora como o porta-estandarte de uma terceira geração, ou mesmo quarta, se justamente forem lembradas as participações de José Megre nos anos 80.
Com a participação dos motards lusos a ser bastante bem sucedida, Ricardo Leal dos Santos não esconde que o facto de ter sido o único português à chegada na competição auto é pouco para a força e qualidade que a disciplina tem em Portugal: “O Francisco tinha condições para ter feito uma excelente prova mas as coisas não lhe correram bem. Tenho, por outro lado, pena que outros portugueses não tenham conseguido montar projetos para aqui estarem”, salientou o piloto de Coimbra.











