Ricardo Porém e Jorge Monteiro terminaram o Dakar na 11ª posição da geral, posição em que já se encontravam desde a sétima etapa, num dia em que ao quilómetro 200 da especial, na transposição de uma duna alta, redundou numa queda que danificou os amortecedores no seu Can Am.
Caíram da sétima para a 11ª posição da geral, posição em que terminaram a prova, numa prestação muito positiva, em que a aprendizagem vai valer muito no futuro.
Antes disso, “Os primeiros dias foram difíceis, mas também foi uma experiência inacreditável, mesmo muito boa. Eu e o Jorge (Monteiro), meu navegador, estamos a adorar. A primeira parte deste Dakar teve muita areia, muito fesh fesh e muita navegação. A South Racing preparou-nos um carro praticamente novo para a segunda semana, com todas as peças de desgaste trocadas e continuamos confiantes que vamos chegar a Lima”, disse o piloto que em vindo cada vez mais a adaptar-se à pilotagem do seu Can-Am Maverick. Numa das etapas, chegou a liderar nos parciais: “tive muito bom feeling com o carro e liderámos grande parte da etapa, muito graças à excelente navegação do Jorge Monteiro”, mas o último waypoint revelou-se difícil de descobrir e com isso caiu para a nona posição na etapa. Na etapa 3, o maior contratempo: “Furámos e inexplicavelmente não tínhamos macaco e tivemos de trocar a roda ‘à mão’, perdendo 45 minutos”, explicou o piloto.
Na Etapa 7, quando perderam posições, foi o próprio que contou a sua ‘aventura’: “A etapa não correu bem. Ao km 200 da especial da especial, a transposição de uma duna alta acabou numa queda. Estávamos com um excelente ritmo e de um momento para o outro ficámos sem chão. Eu e o Jorge ficámos bem e levámos o Can Am até ao final da etapa, mesmo sem amortecedores, durante mais de 100 km” disse Porém, no dia em que caíram para o 11º lugar. Mesmo a realizar uma prova cautelosa, as armadilhas do Dakar são mais do que muitas e desta feita tocou a Porém cair numa delas, isto quando se preparava para obter uma excelente classificação na estreia.











