Já não é a primeira vez que sucede e não há-de ser a última. Todos os pilotos das principais equipas olham apenas para o seu umbigo, e queixam-se das regras que os penalizam, esquecendo-se das que os beneficiam. Carlos Sainz queixou-se recentemente repetidas vezes que o seu carro é mais pesado 100 Kg que os da concorrência direta, mas como era de esperar, ‘esqueceu-se’ de destacar as vantagens que o seu carro elétrico com motor de combustão tem face aos T1+ ‘normais’.
A FIA avançou com a Equivalência de Tecnologia de modo a assegurar ao máximo igualdade de condições e a pedido dos fabricantes envolvidos no Campeonato do Mundo de Rally-Raids, a ‘Equivalência de Tecnologia’, que é aplicável aos veículos inscritos nas classes T1.U e T1+, permitirá ajustar, se necessário, o nível de aceleração durante as provas como o Dakar.
Este sistema destina-se a permitir uma maior equidade desportiva entre carros de diferentes designs de engenharia, e desse modo limitar a escalada de custos, portanto se rapidamente se notar, quando arrancar o Dakar que os T1.U são muito superiores aos T1+ ou o inverso a FIA irá atuar.
Nasser Al-Attiyah diz que Carlos Sainz “queixa-se de muitas coisas”.
É verdade que a ASO e a FIA tornaram o Audi RS Q e-tron E2 100kg mais pesados do que os seus rivais diretos na Arábia Saudita, os T1+, mas Nasser al Attiiyah entende que “a Audi, Toyota e BRX estarão equilibradas, talvez com um pouco de diferenças eléctricas ou de potência.
A Toyota tem as engrenagens da caixa, em cada mudança perde-se um segundo. Mas é semelhante, e é bom ter a nova geração elétrica, o desempenho do Audi é elevado, e nós perdemos 40cv. Não temos tanta potência quanto no último Dakar, mas é igual para todos. Vamos ver mas penso que mais importante do que tudo serão as capacidades dos pilotos e navegadores a fazer a diferença”.











