Harry Hunt corre no Dakar com um Peugeot 3008 DKR Maxi, a versão mais evoluída construída pelos franceses, ao contrário de Sébastien Loeb, que tem apenas a versão de 2017. Mais dois anos depois de sofrer um terrível acidente em Marrocos, Harry Hunt regressa este ano ao Dakar. O piloto britânico teve uma estreia soberba em 2016, terminando em 10º lugar nos carros, com Andreas Schulz ao lado, e devia competir novamente um ano mais tarde com o seu irmão Max, mas partiu o pescoço num acidente, em outubro de 2016, e foi forçado a sofrer uma longa reabilitação, só agora conseguindo voltar.
O antigo piloto do WRC e do IRC, que entrou pela primeira vez no todo o o terreno em 2015, terá agora a oportunidade de compensar o tempo perdido, fazendo parte da ambiciosa equipa francesa PH Sport, que também conta com o nove vezes campeão do WRC, Sebastien Loeb, neste Dakar 2019.
Desta vez, Harry Hunt juntou-se ao experiente co-piloto Wouter Rosegaar, que conhece o Dakar como a palma da sua mão; o holandês participou em todas as edições desde 2006 num carro ou camião e só não conseguiu terminar pela primeira vez no ano passado.
“Fiz o Dakar em 2016 com X-Raid, depois mudei para o PH Sport em Marrocos no mesmo ano, onde tive uma grande queda e parti o pescoço. Não pude participar nos dois Dakar seguintes, mas sempre quis fazê-lo de novo. Foi um longo caminho para voltar aqui. O Dakar é o auge do desporto, por isso é bom voltar a participar, mas também é assustador”.
“Vamos correr no 3008 DKR Maxi, o carro que a Peugeot ganhou no ano passado, ao lado do Sebastien. A única questão que tivemos este ano foi que não podíamos usar o Maxi em provas da Copa do Mundo, como Abu Dhabi, Cazaquistão ou Marrocos, porque não foi aprovado pela FIA”.
“Não é uma desculpa, mas não foi o ideal. “Entrei com Wouter no Turcomenistão, então fizemos Turcomenistão e Marrocos juntos. Foi incrível, ele é ótimo e tem muita experiência. É perfeito para mim porque não tenho muita. O meu irmão Max vai fazer o Dakar também, na classe Original, pelo que isso vai ser interessante… Não o invejo nem um pouco. Havia um plano para fazermos juntos em 2017, mas eu parti o pescoço e ele teve que fazer a prova sozinho. Mas finalmente chegámos lá!”












