Tal como se esperava, já para lá do meio da prova há três Kamaz nas três primeiras posições, sendo que o quarto classificado, o Praga de Ales Loprais roda a 1h29m da frente. Nas últimas 10 edições, 70% das vitórias pertenceram ao clã russo e este ano não vai ser exceção, a não ser que na segunda semana de prova houvesse uma enorme hecatombe na Arábia Saudita no que à corrida dos Camiões diz respeito.
Eduard Nikolaev foi o primeiro líder e logo nos primeiros quilómetros, quatro Kamaz nos quatro primeiros lugares, no final da etapa seguinte já era Dmitry Sotnikov na frente, sem com a margem para Nikolaev a subir e descer, fixando-se nos 5m14s no final da etapa 7.
Na etapa 2 já três Kamaz diferentes tinham triunfado em etapas.
Na etapa 3, Dmitry Sotnikov consolidou a sua posição de líder ao obter a sua 2ª vitória em etapas do ano, no dia seguinte Eduard Nikolaev assinou a 170ª vitória em etapas de um Kamaz, e na sexta, Dmitry Sotnikov venceu a sua terceira etapa e voltou a alagar um pouco a margem face ao seu companheiro de equipa Eduard Nikolaev, com este a cortar metade da margem na etapa 7, com Sotnikov a recolocá-la em 11m25 após a etapa 8.
É neste sobe e desce que tem andado a corrida dos Camiões, e até mesmo Andrey Karginov, vencedor do Dakar 2020, já na etapa 4 teve problemas e caiu de terceiro para sétimo, recuperou para o sexto lugar e com duas vitórias em etapas ainda pode chegar ao quarto lugar, pois está a 12 minutos de Loprais.
Portanto, como se percebe, pouco há a fazer para bater os Kamaz, quando não é um, é outro, e apesar de vez em quando um deles falhar, estão lá os outros para assegurar que o objetivo principal é cumprido.












