Dakar 2017: MINI John Cooper Works já não chega…
Já lá vai o período áureo da MINI no Dakar pois a chegada da Peugeot ao Dakar não demorou a reverter a situação e a mandar os MINI para posições secundárias. Tal seja forte demais falar em desilusão MINI, pois estamos mal habituados. Repare-se que a X-Raid e a MINI venceram todos os Dakar entre 2012 e 2015 e isso deixa em todos uma sensação de que tudo o que fizerem abaixo disso é mau. Mas a verdade é que não é a MINI que está pior, o novo MINI JCW até se portou bem, não teve grandes problemas, mas sim, os adversários é que cresceram muito. A Peugeot é o que se sabe, vence o Dakar há dois anos seguidos e a Toyota nunca conseguiu lá chegar. A marca nipónica foi terceira em 2012, segunda em 2013, quarta em 2014, segunda em 2015 e terceira em 2016 com o seu melhor representante. E o mais perto que ficou do líder foi com Giniel de Villiers em 2015, a 35m34s. Não é propriamente perto…
O piloto mais destacado da MINI foi claramente Mikko Hirvonen, que vai ter uma boa carreira no Dakar, se acertar no carro que vai pilotar. A melhor classificação este ano acabou por ser o sexto lugar de Orlando Terranova, ironicamente quando o argentino faz das suas piores prestações de sempre. Ainda assim, fica provada a resistência do carro, pois terminaram sete MINI, seis deles no top 20.
Orlando Terranova e Andreas Schulz tiveram uma prova cheia de altos e baixos, atrás deles terminaram Kuba Przygonski e Tom Colsoul, em sétimo. O piloto do Qatar, Mohamed Abu Issa, que correu com Xavier Panseri, encerrou o top 10 no seu primeiro Dakar. Yazeed Al-Rajhi teve graves problemas com a altitude e uma enorme dor de cabeça deixaram-no muito atrasado em prova. Orlando Terranova teve um começo de prova muito difícil, e a quarta etapa marcou o seu Dakar: “Foi uma primeira semana muito difícil. Cometemos demasiados erros, e perdemos muito tempo. Já a segunda semana foi bem melhor, e este acabou por ser um Dakar bem melhor que o do ano passado”, disse.
Já o polaco Przygonski esteve bastante bem tendo em conta que este foi apenas o seu segundo Dakar nos carros: “Foi um Dakar muito difícil, com diversos momentos muito duros e com navegação muito difícil. A minha relação com o Tom (Coulsoul) foi divertida e estou muito contente com o sétimo lugar, e feliz por estar a ser cada vez mais rápido.”, disse.
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joao maria camilo alves
15 Janeiro, 2017 at 11:47
Carro ja nao chega: é uma realidade facil de ler. Nenhum carro esta ao nivel dos Peugeot (talvez o famoso novo toyota possa vir a estar mais perto), mas nao nos podemos esquecer, talvez ajudado por este facto, que este foi, de longe, o mais pobre line-up de pilotos alguma vez apresentado pela X-Raid, entendendo-se desde inicio que vencer era um objectivo “distante”.
Perder Roma (experiente, ainda que longe de brilhante) e Al-Attiyah (um excelente piloto), ficando so com Hirvonen (que é promissor, mas ainda lhe falta mais…) e outros quantos pilotos de valor de Top-10 (não mais) e o Al Rahji (que é rapido, muito rapido, mas que tem a cabeça 50% dos dias em outro sitio…) é claramente muito pouco para ambicionar mais…