A presença feminina no Dakar nunca foi muito abundante apesar de Jutta Kleinschmidt ter vencido a prova nos autos em 2001, sendo até ao momento a primeira e única vitória de uma senhora no maior desafio do todo-o-terreno mundial. Na edição de 2017 três concorrentes merecem especial atenção. Laia Sanz e Rosa Romero nas motos, e Cristina Gutiérrez nos autos. Sanz, múltipla campeã do Mundo de Enduro, vai para o seu sétimo Dakar e já fez saber que pretende terminar com uma classificação melhor do que a obtida em 2016, onde foi 15ª.
“Chego melhor do que nunca a esta edição do Dakar, tanto em termos físicos como a nível mental. Estou também mais madura. Contudo o Dakar é uma prova onde muitos fatores contam, mas a verdade é que espero sempre melhorar a minha última classificação”, explicou a piloto que 2015 tornou-se na segunda mulher a obter um lugar no top 10. Já a mulher de Nani Roma, Rosa Romero, vai para o seu sexto Dakar sempre ao serviço da espanhola Himoinsa Racing. “Estive a pensar se deveria mudar da KTM 450 Rally para uma moto mais leve tal como fiz o ano passado quando alinhei com a KTM 450 EXC. Porém depois de rodar com a nova máquina no PanÁfrica, onde terminei na quinta posição, tenho cada vez mais confiança na moto”, concluiu Romero. Por último Cristina Gutiérrez parte para a grande aventura inspirada na sua referência da juventude, Jutta Kleinschmidt. A cumprir o sonho de uma vida, a espanhola de 25 anos terá em mãos um Mitsubishi Montero. O objetivo mais do que “chegar ao fim é aprender o máximo possível”.
Anastasiya Nifontova é outra das Senhoras presentes no Dakar, já esteve com um pé fora devido a doping, mas recebeu uma autorização especial da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) para disputar o Dakar 2017. Á última da hora fez novos testes médicos que lhe deram uma ‘pena suspensa’: “As minhas sensações são simples, sinto-me como se tivesse terminado o Dakar. Todos me felicitam, mas estou muito esgotada, foi stressante mas agora tenho que me acalmar e preparar-me para competir” disse Nifontova, que assim, será a primeira russa a correr nas motos.










