Um dos navegadores portugueses presentes no Dakar 2015 foi Filipe Palmeiro, prova que concluiu na 12ª posição. Com nove participações no currículo, o atual navegador da MINI, e de Boris Garafulic, em conversa com o AutoSport, explicou como é que se ‘encontram’ os waypoints no Dakar.
“Nós não temos informação nenhuma dentro do carro, os waypoints estão descritos no road book, estão em sítios estratégicos, e nós temos que seguir exatamente o road book à risca, para conseguir chegar ao waypoint, que só ‘abre’ aos 800 metros. Sabemos se estamos no sítio certo, ou na pista, só a 800 metros do waypoint, que é quando a seta aparece no nosso carro a avisar que o waypoint está em determinada direção. Depois temos de passar a 200 metros para marcarmos cada waypoint, para confirmar a passagem”, explicou o co-piloto da MINI.
No entanto, para o português “a questão aqui é, se nós nunca passarmos a 800 metros do waypoint, ele nunca vai abrir essa seta, e se nunca passarmos a 200 metros, ele nunca vai ficar ‘marcado’. Assim que ‘abre’ a seta, temos os ecrãs à frente e vemos que ele está ali”.
Filipe Palmeiro, que nesta edição da prova sofreu uma penalização de 40 minutos justamente por falhar um waypoint, finalizou ao dizer: “São colocados vários waypoints, podem haver 5, 20 dependendo da especial. Quando estamos na pista certa, supostamente eles irão abrir, e a 800 metros são visíveis, mas estamos a falar de muitas pistas, e nós temos que estar exatamente na pista certa para conseguir ir lá ‘ter com ele’. Mas ás vezes estamos numa pista que nos parece que é corretíssima, que é aquela, e podemos estar a desviar-nos, e ao fim de 5 ou 6 ou 10 km estamos a ir numa direção completamente oposta que não é aquela do waypoint- Aí temos que voltar par trás, ou temos que cortar caminho e ir em direção a ele se acharmos que é essa a situação. É ali um bocado o jogo do gato e do rato, ás vezes corre bem, outras vezes corre mal…”.










