Daniel Silva e Gonçalo Magalhães, aos comandos do novo MMP Rally Raid da equipa Transfradelos, terminaram a Baja TT Montes Alentejanos no quarto lugar da categoria Challenger T3, na prova de abertura do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno (CPTT), disputada em Beja. Ao longo de toda a corrida, a dupla manteve-se sempre nessa posição na classe, num fim de semana que marcou o primeiro contacto competitivo com o carro.
Adaptação acelerada no primeiro fim de semana com o MMP
Com poucos quilómetros de testes antes da prova, Daniel Silva sublinhou que o tempo de preparação foi limitado, mas considerou positiva a estreia em competição. “A prova correu bem. Este é um carro novo, totalmente diferente do anterior (…) estamos satisfeitos com o trabalho que fizemos”, afirmou o piloto, apontando já uma margem clara para evolução.
Apesar de reconhecer que “ainda há muita coisa a melhorar e a desenvolver no carro”, Daniel Silva destacou a necessidade de ganhar rotina e confiança para explorar mais o potencial do conjunto. “Temos de nos habituar a ele, ganhar confiança e conseguir andar mais a fundo. Mas vamos lá chegar”, acrescentou.
Centro de gravidade e “feeling” entre as principais mudanças
Questionado sobre as diferenças face ao carro anterior, o piloto explicou que, apesar de não serem alterações radicais, são suficientes para mudar a forma de condução. “Não é muito diferente, mas tem algumas diferenças que fazem toda a diferença”, referiu, apontando impactos no centro de gravidade e, sobretudo, no “feeling”.
Daniel Silva descreveu o MMP como “um verdadeiro carro de rali”, incluindo pela posição de condução, mais baixa do que no projecto anterior, e considerou natural um período de adaptação: “O cérebro adapta-se à mudança.”
CPTT 2026 promete maior competitividade
Para a restante época, a dupla espera transformar a informação recolhida em Beja em ganhos de performance. “Há margem para fazer melhor e esta primeira experiência com o MMP deu-nos indicadores do que podemos melhorar a performance nas próximas provas”, concluiu Daniel Silva. O piloto antecipou ainda um campeonato mais exigente do que em 2025, admitindo que “entrar no top-5 já está a ser muito difícil” num pelotão cada vez mais competitivo.











