O Rally Six Cities North of Portugal, último round do FIA European Rally Championship (ERC) de 2026, tem já percurso definido. A prova decorre entre 23 e 25 de outubro, com 17 provas especiais e um total de 181,10 quilómetros cronometrados. Fafe mantém o parque de assistência e o centro da competição, mas o início do rali é em Guimarães, no Parque de São Mamede, onde se encontra o Campo de São Mamede, palco da histórica Batalha de São Mamede travada a 24 de junho de 1128, um confronto militar que é considerado por muitos historiadores como o “ponto de partida” para a independência de Portugal.
Nele, as forças lideradas por D. Afonso Henriques derrotaram as tropas de sua mãe, D. Teresa, e do conde Fernão Peres de Trava.
A vitória garantiu ao jovem D. Afonso Henriques o controlo político e militar do Condado Portucalense, abrindo caminho para a criação do reino autónomo.
História à parte, a nova denominação – Rally Six Cities North of Portugal – reflete o alargamento do projeto. A alteração de nome está associada à expansão da prova e ao envolvimento de mais territórios do norte de Portugal. Apesar da mudança, Fafe continua a ser o principal palco do rali, mantendo a ligação histórica da região à competição.
O rali abre com um shakedown em Luílhas, com 7,33 km, na sexta-feira, dia 23 de outubro.
Sexta-feira arranca com prova curta ao final da tarde
A primeira jornada de competição é a mais breve do calendário, mas destaca-se pelo horário. A PEC1 Monte da Penha / Guimarães, com apenas 2,92 km, está agendada para as 19h05, disputando-se já com luz reduzida e o pôr do sol próximo. A partida do rali tem lugar no Campo de São Mamede, em Guimarães, local que recebe também a chegada final no domingo. Após a PEC1, os concorrentes cumprem duas assistências em Fafe antes do encerramento do primeiro dia.
Sábado concentra a parte mais exigente do rali
Sábado, dia 24 de outubro, arranca a fase mais intensa da prova, com oito provas especiais divididas por quatro troços distintos, cada um repetido duas vezes.
O dia começa às 8h05 com a PEC2 Cabeceiras de Basto 1 (10,68 km). Segue-se a PEC3 Ribeira de Pena 1, às 9h35, que com 18,24 km é a prova mais longa de todo o rali. A manhã termina com a PEC4 Boticas / Vale do Tâmega 1 (9,64 km, às 10h23) e a PS5 Boticas / Senhor do Monte 1 (11,53 km, às 11h10).
Depois de uma assistência remota em Boticas e de reagrupamento em Cabeceiras de Basto, os concorrentes repetem o mesmo circuito no período da tarde. O sábado fecha assim com oito especiais cumpridas, seguidas de uma assistência flexível de 45 minutos em Fafe. Domingo decide o vencedor com Power Stage na Lameirinha, tal como no Rali de Portugal.
Domingo, 25 de outubro, é o dia decisivo, com mais oito provas especiais divididas por quatro troços repetidos duas vezes.
A jornada abre com a PEC10 Montim 1 (8,73 km), às 8h05. Seguem-se o Seixoso 1 (9,97 km, às 8h41), Santa Quitéria 1 (9,10 km, às 9h18) e a PS13 Lameirinha 1 (11,20 km, às 10h05), tudo provas que já fizeram ou fazem também parte da prova do WRC, o Rali de Portugal. Após reagrupamento e assistência em Fafe, a ronda repete-se. A prova termina com a PEC17 Lameirinha 2, disputada como Power Stage. Os concorrentes regressam depois a Guimarães, com chegada prevista às 16h00.
O percurso percorre zonas já conhecidas no Rally Serras de Fafe, como Fafe, Cabeceiras de Basto, Ribeira de Pena e Boticas como protagonistas, grandes partes dos percursos já integraram o Rali de Portugal, mas o detalhe dos troços daremos à estampa mais para a frente. Sendo realizado em outubro, existe o risco da meteorologia pregar uma partida aos concorrentes, tal como tem acontecido em provas anteriores, sendo que os pisos da zona com chuva são… para lá de complicados.
De resto, quanto à possibilidade de a prova ser também a última do WRC, essa é uma situação, neste momento, muito remota.









